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Elizabeth Wurtzel: A confissão de uma geração

Autora de 'Nação Prozac' morreu na terça-feira 7, aos 52 anos, das complicações de um câncer de mama, em Nova York

Por Da Redação - Atualizado em 10 jan 2020, 09h59 - Publicado em 10 jan 2020, 06h00

Em 1986, Elizabeth Wurtzel era uma garota de apenas 19 anos, mas já se aventurava em um gênero mais afeito a autores com longa bagagem de vida: o memorialismo. Sua modesta ambição, de início, era narrar a experiência como estudante na prestigiosa Universidade Harvard. Mas o livro, publicado finalmente em 1994, acabou se revelando uma empreitada de alcance bem mais amplo. Nação Prozac foi um best-seller instantâneo, que inaugurou a tendência até hoje onipresente dos relatos confessionais de jovens dispostos a compartilhar suas angústias, extraindo delas uma mensagem de consolação. Para além do sucesso editorial, Elizabeth deu rosto e voz a uma realidade incômoda: o vazio existencial de uma geração de mulheres que procuravam o antídoto à melancolia no uso de antidepressivos e no vício em drogas e analgésicos pesados. “Se Nação Prozac tem um objetivo, é dizer sem meias palavras que a depressão clínica constitui um problema real que arruína vidas, e quase levou a minha”, declarou. Ela morreu na terça-feira 7, aos 52 anos, das complicações de um câncer de mama, em Nova York.

Publicado em VEJA de 15 de janeiro de 2020, edição nº 2669

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