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Egito reaparece colorido em exposição britânica

Artefatos expostos contam história de cerca de 5.000 anos da ocupação humana no Vale do Nilo

O museu britânico Ashmolean, localizado em Oxford, na Inglaterra, inaugurou no último sábado seis galerias com artefatos da antiguidade do Egito e da Núbia, o atual Sudão. A exposição, organizada de forma circular, conta a história de 5.000 anos de ocupação humana no Vale do Nilo de forma cronológica. A coleção egípcia do museu começou a ser formada há 300 anos e já conta com 40.000 artefatos – dos quais uma parcela está exposta na mostra.

Segundo o jornal britânico The Telegraph, a diferença desta exposição para outras sobre o Egito é forma como apresenta as múmias e o colorido da sociedade egípcia. A seção do faraó monoteísta Akhenaten e de sua mulher, a rainha Nefertiti, por exemplo, mostra as cores da sociedade egípcia e a riqueza dos artefatos de decoração usados no interior dos palácios, das tumbas e dos templos, com potes de cerâmica pintados e um cacho de uvas de vidro colorido.

As galerias são dividas pelos temas Egito e suas Origens, Dinastia Egípcia e da Núbia, A Vida após a Morte no Egito Antigo, A Revolução Amarna, Egito na Era dos Impérios e Egito Encontra Grécia e Roma. Os visitantes podem ver múmias, retratos que estampavam os sarcófagos, esculturas, escritos e objetos de decoração, todos envoltos por vidros.

Entre as múmias, se destaca a de 770 a.C. de um sacerdote de Thebas, com o impronunciável nome de Djeddjehutyiuefankh. Ela aparece dentro de um sarcófago cuja tampa está suspensa para que o visitante possa ver as camadas que o compõe (confira na foto 5 da galeria acima). Ainda estão expostas a múmia de um menino de dois anos, que morreu de pneumonia durante a ocupação romana por volta de 80 d.C, e a da cantora Meresamun, de 800 a.C.

O primeiro artefato visto pelos visitantes é uma escultura de calcário da era pré-dinástica, de 3300 a.C, que representa Min, o deus da fertilidade no Egito. A mostra segue com um santuário de arenito do rei Taharga da Núbia (690-664 a.C.), encontrado no templo de Kawa. Bastante presente na cultura da região, a religião está esculpida na parte de fora do santuário, com uma imagem do coração do rei sendo julgado por uma divindade, à qual cabe decidir se a sua alma terá vida eterna ou entregue como alimento para um deus crocodilo.

Dentre os escritos, estão listas em papiro, a nota de um homem dizendo por que não foi trabalhar num determinado dia, o testamento de uma mulher que deserda seus oito filhos porque eles não a trataram bem durante a sua vida e um trecho do Livros dos Mortos, conjunto de textos para orientar as pessoas no caminho ao reino de Osíris, divindade ligada à alma.