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E.L. James: Sou feminista desde criancinha

Autora de ‘Cinquenta Tons de Cinza’ lança ‘Mister’, seu primeiro livro fora do universo que a consagrou na literatura erótica; leia um capítulo

Desde 2011, E.L. James colhe os louros (e milhões de dólares) do sucesso de Cinquenta Tons de Cinza, seu livro de estreia e título que abre a trilogia erótica que vendeu mais de 150 milhões de cópias no mundo. Depois de três filmes e mais dois livros, que observavam a história do ponto de vista do sadomasoquista Christian Grey – a trilogia original é narrada por Anastasia, a virgem que se rende aos encantos e chicotes do milionário — a autora inglesa finalmente se aventura em outros cenários.

Acaba de chegar às livrarias seu novo livro, Mister, drama em que E.L. atenua as cenas de sexo para explorar o drama de uma imigrante ilegal que se apaixona por um nobre ricaço. Em entrevista à edição desta semana de VEJA, a escritora fala sobre as inspirações para a história e o interesse sobre a atual crise migratória na Europa. Confira abaixo um trecho da conversa:

Seu novo livro fala sobre imigrantes ilegais e tráfico humano. São causas do seu interesse? Sim, durante minha pesquisa para a trama fiquei horrorizada com o que li sobre o assunto, as abominações pelas quais essas pessoas passam. São temas que merecem mais atenção. E sou filha de imigrantes: minha mãe é chilena.

Em Mister, um homem poderoso se rende a uma jovem ingênua, algo que também acontece na sua trilogia anterior. Por que essa escolha? Gosto de ver homens poderosos ser desarmados por jovens mulheres.

Leia aqui o primeiro capítulo de ‘Mister’, novo livro de E.L. James

A senhora se considera feminista? Com toda a certeza. Feministas simplesmente querem respeito e direitos iguais aos dos homens. Por que querer menos? Ainda criancinha, percebi que eu era feminista. Minha mãe é uma mulher muito forte e impetuosa. Ela administrava toda a nossa casa e ainda trabalhava o dia inteiro fora — é meu melhor exemplo de feminismo em ação. Realizar meu sonho de ser uma escritora e apresentar estes livros ao mundo é a coisa mais feminista que já fiz. Escrevo para mulheres. Mulheres sentem desejos, e estes livros são sobre isso.