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Drama, ficção científica, animação, faroeste: todos os gêneros nas indicações ao Oscar 2011

Nas dez indicações ao prêmio de Melhor Filme, uma vasta gama de formatos e emoções

O rol de indicados ao Oscar de Melhor Filme em 2011 é variado como há muito não se via. Vai do tocante drama O Discurso do Rei (Tom Hooper), que conta a luta do rei inglês George VI para controlar uma gagueira que transformava em agonia para ele qualquer aparição em público, ao faroeste Bravura Indômita (Ethan e Joel Coen), refilmagem de um clássico homônimo estrelado por John Wayne em 1969, sobre a jornada de uma jovem (Hailee Steinfeld) que acabou de perder o pai assassinado.

Entre um e outro, outros oito títulos disputarão a atenção dos espectadores brasileiros, já que nem todos estrearam nas salas nacionais. Na categoria de dramas cotidianos, Minhas Mães e Meu Pai (Lisa Cholodenko), estrelado por Annette Bennig, Juliane Moore e Mark Rufalo, trata com delicadeza a curiosidade de dois adolescentes criados por um casal de lésbicas pela identidade do pai até então desconhecido. O que ocasiona perdas e alguns danos na relação do até então harmonioso casal.

Também versa sobre perdas a animação da Disney Toy Story 3 (Lee Unkrich), fim da saga iniciada em 1995. A turma de brinquedos liderados pelo xerife Woody (dublado por Tom Hanks) se vê abandonada pelo antigo dono, que agora sai da adolescência para entrar na universidade – e com isso descarta os personagens que o acompanharam a vida inteira.

No lado oposto do espectro das emoções encontra-se A Rede Social (David Fincher), que mostra como foi criado o site Facebook. O pragmatismo de Mark Zuckerberg, vivido por Jesse Eisenberg, deve disputar os principais prêmios da noite com A Origem (Christopher Nolan), de David Fincher, um emaranhado que pula da ficção científica para o thriller ao mergulhar personagens nos próprios sonhos – e nos sonhos alheios.

A fantasia criada por Christopher Nolan colide com o realismo de Inverno da Alma (Debra Granik), a história de Ree Dolly (Jennifer Lawrence), uma jovem de 17 anos que precisa encontrar o pai para garantir a última coisa que lhe resta na vida: a casa onde vive com seus dois irmãos mais novos. Cercada por um ambiente e por pessoas hostis, Dolly corre contra o tempo para solucionar o seu drama familiar. Um filme tocante e às vezes desesperador.

Também trata de tempo o filme 127 horas (Danny Boyle). Baseado em fatos reais, a história do alpinista Aron Ralston (James Franco), que, preso na fenda de uma montanha que estava escalando, lutou durante cinco dias pela própria vida. Trata-se de um filme onde as memórias servem de consolo contra a morte iminente e, ao mesmo tempo, como combustível para continuar vivendo.

Não poderia faltar no Oscar uma histórias de superação. O espaço é preenchido pelo filme O Vencedor (David Russel), também derivado de uma história real – a de um boxeador decadente (Christian Bale) que vê no irmão mais novo a chance de resgatar o que perdeu – o talento e a dignidade – por desleixo. Superação é uma das marcas, embora não a principal, do thriller psicológico Cisne Negro (Darren Aronofsky), protagonizado por Natalie Portman, indicada ao Oscar de Melhor Atriz. A busca da perfeição entre as bailarinas de uma companhia de dança fomenta as intrigas e a tensão.