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Dior faz primeiro desfile sem John Galliano

Estilista que criticou judeus deve usar problemas com álcool em sua defesa

O desfile da coleção feminina de outono da Dior acontece nesta sexta-feira, já sem o estilista John Galliano, demitido na última terça-feira por fazer declarações antissemitas. Galliano ofendeu um casal em um reduto judaico de Paris e depois apareceu em um vídeo, divulgado pela imprensa britânica, elogiando Hitler. Nos dois casos, estava alcoolizado.

O estilista deixou a França para se internar numa clínica de reabilitação, incentivado por amigos como Naomi Campbell e Kate Moss, e divulgou um pedido de desculpas por intermédio de seu advogado. “Antissemitismo e racismo não têm espaço na nossa sociedade. Peço desculpas pelo meu comportamento”, dizia o texto. O local do tratamento ainda é desconhecido, mas é provável que seu destino seja The Meadows, uma clínica em Wickenberg, no Arizona, onde Elton John e Donatella Versace se trataram no passado.

Apesar das desculpas públicas e do tratamento contra dependência química, John Galliano não tem como fugir do banco dos réus. A promotoria pública já informou que o julgamento pode ocorrer entre abril e junho e que Galliano pode ser condenado a uma pena de seis meses na prisão, além de multas no valor de 31.000 dólares. A lei francesa encara como crime o ato de incitar ódio racial.

O futuro da grife Dior ainda está em aberto. Contando principalmente com licenças estabelecidas na última década, os executivos terão de ver se seus parceiros externos ainda aceitarão ter seus nomes associados a uma marca que esteve envolvida em um escândalo repercutido mundialmente. Antes, a maison terá de encontrar um substituto para Galliano.