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Detetive diz que Harvey Weinstein o contratou para perseguir vítimas

Sam Anson disse que trocas de e-mail com ex-produtor começaram em 2017, mas que não seguiu as instruções dele; o julgamento entra agora na terceira semana

Por Redação - 25 jan 2020, 12h59

O julgamento do ex-produtor de Hollywood, Harvey Weinstein, entrará em sua terceira semana a partir de segunda-feira, 27. Na sexta (24) o júri ouviu o relato de um detetive particular que foi contratado pelo magnata para investigar e perseguir dezenas de mulheres das quais ele suspeitava que pudessem contar para jornalistas sobre as agressões sexuais.

Sam Anson disse que as conversas com Weinstein começaram em agosto de 2017, dois meses antes do início do escândalo que deu origem ao movimento feminista #MeToo. O então produtor enviou um e-mail com uma lista de pessoas que deveriam ser investigadas – algumas mulheres, as mais preocupantes, no ponto de vista de Weinstein, tinham os nomes marcados em vermelho.

Segundo o detetive, a lista tinha os nomes das atrizes Rose McGowan, que Weinstein afirma que estava tentando chantageá-lo, e a atriz da série Família Soprano, Annabella Sciorra, que na última semana testemunhou sobre seu suposto estupro nas mãos do acusado. Anson afirmou à corte que não seguiu as instruções de Weinstein.

Weinstein é acusado de estuprar uma mulher em um quarto de hotel em Nova York em 2006 e outra, também em Manhattan, em 2013. O produtor afirma categoricamente que todas as relações foram consensuais. As acusações são de estupro, em primeiro e terceiro grau; e ainda enfrenta duas acusações de “agressão sexual predatória”, termo legal que caracteriza a prática contumaz do delito e pode levar o ex-produtor à prisão perpétua.

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