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Descoberto o que seria o único retrato de Shakespeare feito em vida

Imagem estampa uma página de um livro de botânica do século XVI

Por Da Redação - 19 maio 2015, 10h37
William Shakespeare
William Shakespeare VEJA

Uma pequena gravura sem cores de um homem barbudo e de cabelos volumosos, estampada na primeira página de um livro de botânica do século XVI, seria a única imagem conhecida feita em vida do dramaturgo William Shakespeare. É o que alega o botânico e historiador britânico Mark Griffiths, que encontrou o retrato há cinco anos e vem estudando-o durante todo esse tempo, em que se dedicou a decifrar um código da dinastia Tudor usado na obra para autenticar a identidade do bardo. Shakespeare teria 33 anos à época do retrato e viveria o seu auge — a imagem teria sido feita depois da peça Sonhos de uma Noite de Verão e um pouco antes de Hamlet.

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O livro em que a imagem está estampada se chama The Herball or Generall Historie of Plantes (algo como ‘As Ervas ou História Geral das Plantas’) e foi publicado em 1598 pelo horticultor John Gerard. Como um desses livros para colorir que fazem sucesso hoje entre adultos, o volume traz diversas gravuras decorativas, entre flores e símbolos diversos, em meio aos quais aparecem quatro figuras masculinas: o autor, Gerard, o renomado botânico holandês Rembert Dodoens, o tesoureiro da rainha Elizabeth, Lord Burghley, e um quarto homem, que veio a ser identificado como o bardo.

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“No começo, eu tive dificuldade de acreditar que alguém tão famoso, tão universalmente conhecido, pudesse ter ficado tanto tempo escondido em um livro”, disse Griffiths, o descobridor, que precisou desvendar um elaborado código Tudor de enigmas, motivos heráldicos e flores para verificar a identidade do dramaturgo. Entre os elementos que indicariam que aquele retrato é mesmo de Shakespeare, o historiador destaca as plantas que estão com ele: um tipo de lírio e uma espiga de milho doce, que fariam alusão ao primeiro poema e peça impressa do autor — Vênus e Adonis (1593) e Titus Andronicus (1594). A solução de outros pequenos enigmas relativos à imagem teriam dado ao historiador a certeza de quem se tratava.

À época da descoberta, Griffiths procurou o americano Edward Wilson, historiador emérito de Oxford, que o aconselhou a “tentar provar que aquele não era Shakespeare”. O método científico seria o mais confiável: se falhasse na tarefa, Griffiths teria certeza de que tinha mesmo em mãos um retrato do bardo. “Essa é a contribuição mais importante a ser feita para o conhecimento que há sobre Shakespeare em gerações”, teria lhe dito Wilson.

O achado foi revelado pela revista inglesa Country Life, da qual Griffiths é colaborador. Para o editor da publicação, Mark Hedges, trata-se da “descoberta literária do século”. “Esta é a única imagem verificada de Shakespeare feita em vida. Até hoje, ninguém sabia que rosto ele teria em vida”, diz ele, em matéria da revista. E até aqui, vale lembrar, as únicas imagens identificadas como de Shakespeare são uma gravura presente em uma reunião completa de sua obra e um monumento na igreja da Santíssima Trindade (Holy Trinity Church) em Stratford-upon-Avon, ambos feitos após sua morte.

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‘Planeta Proibido’ (1956)

Em vez de a ilha de A Tempestade, de William Shakespeare, o lugar deserto e desconhecido a ser explorado é um novo planeta no filme inspirado pela peça de teatro. Dirigido por Fred M. Wilcox, o longa apresenta Morbius (Walter Pidgeon), um cientista que parte da Terra em uma nave espacial em companhia de sua filha, Altaira (Anne Francis), personagens que lembram o duque de Milão, Próspero, e sua filha, Miranda, da peça de Shakespeare. 

‘Amor, Sublime Amor’ (1961)

Inspirado em Romeu e Julieta, o filme de Jerome Robbins e Robert Wise vencedor do Oscar de 1962 põe a história de amor entre jovens no meio da guerra entre gangues de Nova York. Maria (Natalie Wood) e Tony (Richard Beymer) são filhos de famílias rivais que dominam a cidade americana. 

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‘Garotos de Programa’ (1991)

O filme de Gus Van Sant é inspirada na peças Henrique IV e Henrique V, sobre os dois monarcas ingleses que governaram entre os séculos XIV e XV. Keanu Reeves interpreta Scott Favor, versão moderna do príncipe Hal, que se tornaria Henrique V. River Phoenix dá vida a Mike Waters, versão do fiel companheiro do príncipe, Poins. 

‘O Rei Leão’ (1994)

Baseado na peça dramática Hamlet, uma das mais conhecidas de William Shakespeare, a animação lançada pela Disney em 1994 e dirigida por Roger Allers e Rob Minkoffé é inspirada na história do famoso príncipe da Dinamarca. O pequeno leão Simba perde o pai, o rei Mufasa, após um ataque de hienas encomendado por seu tio, Scar, que pretende ocupar o lugar do irmão como rei. O mote é o mesmo da história de Hamlet, cujo pai foi envenenado pelo irmão, Cláudio. 

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‘Romeu + Julieta’ (1996)

Como o nome deixa claro, o filme de Baz Luhrmann é um ponto de vista contemporâneo do clássico de Shakespeare sobre a impossibilidade do amor entre dois jovens de famílias rivais. Na cidade italiana de Verona, Romeu (Leonardo DiCaprio) e Julieta (Claire Danes) se apaixonam, mas encontram resistência de seus pais para que possam levar o romance adiante. 

’10 Coisas que Eu Odeio em Você’ (1999)

O longa dirigido por Gil Junger é baseado na peça A Megera Domada, sobre Catarina, uma moça rebelde, difícil de ser controlada pela família e por seu pretendente, Petrúquio. No filme, o bad boy Patrick Verona (Heath Ledger) é escalado para convidar a arisca Kat Stratford (Julia Stiles) para sair, após receber o desafio – e o pagamento – do endinheirado Joey Donner, que quer se aproximar da irmã de Kat. 

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‘Jogo de Intrigas’ (2001)

Baseado no drama Otelo, o longa de Tim Blake Nelson ambienta a história de ciúme de Otelo, Desdêmona e Iago nas quadras de basquete e nos corredores do ensino médio americano. Odin James assume o papel principal como o único jogador de basquete negro da escola, sendo invejado por seus colegas por seu talento no esporte e pela beleza de sua namorada, Desi. A crise entre o rapaz e os colegas atinge seu ponto máximo quando James é elogiado pelo técnico do time, Duke Goulding, o que provoca a ira de seu filho, Hugo, que se responsabiliza por um plano para derrubar a estrela da equipe. 

‘Volta Por Cima’ (2001)

A comédia romântica de Tommy O’Haver é inspirada pela peça Sonho de uma Noite de Verão, uma história sobre as idas e vindas do amor entre jovens, representados por Berke (Ben Foster), Kelly (Kirsten Dunst) e Allison (Melissa Sagemiller) no longa e por Lisandro, Hérmia, Lisandro e Helena na peça de Shakespeare. 

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‘Alguém para Eva’ (2003)

Outro filme que faz uma releitura de A Megera Domada. Alguém para Eva, de Gary Hardwick, apresenta Eva (Gabrielle Union), uma moça que não fica satisfeita com nenhum de seus pretendentes, espantando-os com sua atitude agressiva. Seus cunhados decidem planejar um encontro entre Eva e Ray Adams (LL Cool J), convocado para amolecer o coração da moça.

‘Ela é o Cara’ (2006)

A peça Noite de Reis é a inspiração para a comédia romântica dirigida por Andy Fickman. No texto de William Shakespeare, Viola sobrevive após um naufrágio, no qual acredita ter perdido seu irmão gêmeo, e se disfarça de homem, adotando o nome de Cesário. No filme, Viola (Amanda Bynes) se finge de homem e começa a frequentar a escola de seu irmão, que decidiu escapar das aulas por algumas semanas. 

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