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Depois da insossa Marina de ‘Insensato Coração’, Paola Oliveira vive professora maluquinha

Atriz estrela adaptação da obra de Ziraldo. Filme estreia nesta sexta-feira, 7

Por Raissa Pascoal - 6 out 2011, 15h55

Depois de viver a insossa Marina, heroina de Insensato Coração, última novela das nove da Globo, a atriz Paola Oliveira volta ao cinema como uma professora maluquinha. É dela o papel-título do longa que adapta para a telona a obra do cartunista Ziraldo, pai do menino igualmente maluquinho. O filme estreia nesta sexta, dia 7.

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Mas há pelo menos uma semelhança entre o trabalho anterior de Paola e este: é mais um papel do tipo “família”, inocente o suficiente para agradar a adultos e crianças. Uma Professora Muito Maluquinha, o filme, conta a história de Cate. A moça volta à sua cidade, no interior, para dar aulas depois de estudar na capital. Até aí, tudo bem, é uma história como outras milhares. A diferença é que a personagem de Ziraldo resolve inovar no método de lecionar e termina irritando a velha guarda da escola. Ao mesmo tempo em que conquista o amor e a admiração de seus alunos – e dos rapazes da cidade.

Paola Oliveira no filme Uma Professora Muito Maluquinha
Paola Oliveira no filme Uma Professora Muito Maluquinha VEJA

A proposta de convidar Paola Oliveira para interpretar Cate surgiu antes mesmo de o produtor e idealizador do filme, Diler Trindade, apresentar o projeto da adaptação a Ziraldo. A semelhança física da atriz com a personagem do desenhista chamou a atenção de Trindade, que mostrou uma foto da atriz para o cartunista. “Quando Ziraldo olhou para mim, falou, ‘Nossa, você é a Cate!'”, diz Paola, lembrando o encontro com o autor do livro, quando estava caracterizada.

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O roteiro, assinado pelo próprio Ziraldo, foi dirigido por André Alves Pinto, sobrinho do desenhista, e César Rodrigues, que já haviam trabalhado na série de TV Um Menino Muito Maluquinho.

Humor sutil – Diferentemente de filmes infantis como os de Xuxa e Didi, Uma Professora Muito Maluquinha tem humor sutil. “Não cabia usar no filme a cartilha das produções comerciais”, diz César Rodrigues, um dos diretores do longa, que aspirou até a ser musical em algumas horas, com Cate cantando na sala com seus alunos – um dos momentos menos brilhantes da atuação de Paola.

Segundo os diretores, a trilha sonora do filme foi nascendo ao longo da gravação. A maioria das músicas, compostas em grande parte por Ronald Valle, marcam a passagem de alguns personagens na trama ou uma situação específica, como a morte de alguém ou a primeira entrada de Cate na sala de aula.

Quanto às inovações usadas por Ziraldo na história, no método de ensino criado pela professora maluquinha, não há tanta novidade assim. Elas se baseiam no construtivismo, conta Paola. “Um método que existe há tempo”, admite.

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Além de Paola, o elenco é formado por Chico Anysio, Suely Franco, Joaquim Lopes, Ricardo Pereira, Max Fercondini, Rodrigo Pandolfo, Lys Araújo e Elisa Pinheiro.

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