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Denzel Washington encarna vilão em filme que mistura ação e espionagem

Nova York, 10 fev (EFE).- Os atores Denzel Washington e Ryan Reynolds aparecem como os protagonistas do filme de ação e espionagem ‘Safe House’, que estreia nesta sexta-feira nos Estados Unidos.

Dirigido por Daniel Espinosa, o filme é ambientado na Cidade do Cabo, na África do Sul, e relata uma história de traição e corrupção dentro da CIA, que envolve um de seus agentes mais lendários (Washington) e um novato (Reynolds).

‘Este filme me deu oportunidade de trabalhar com alguns dos grandes talentos do cinema. Para um jovem sueco isto é bastante extraordinário’, brinca Espinosa, filho de refugiados políticos chilenos.

Durante a apresentação do filme em Nova York, Espinosa explicou que quase não teve o roteiro nas mãos, mas pensou em Denzel Washington para esse papel de espião traidor, enquanto Reynolds surpreendeu o diretor com seu talento e acabou sendo convidado.

‘Não estava em minhas perspectivas, mas falei com ele e vi que tem grandes qualidades. É como um jovem Robert Redford e tem um grande carisma’, disse o diretor sobre o canadense Ryan Reynolds, protagonista de sucessos como ‘Apenas Amigos’ e ‘Lanterna Verde’.

Denzel Washington, de 57 anos, se interessou pelo filme ao ‘descobrir o lado obscuro’ de seu personagem, que foi inspirado na leitura do livro ‘The Sociopath Next Door’, de Martha Stout, espécie de ‘bíblia para desenvolver o personagem’.

‘Pensava que um sociopata seria alguém violento, e alguns são, mas acho que, sobretudo, o que querem sempre é ganhar. Gosto do caos que eles causam. Tinha que encontrar a maneira de ganhar em cada cena do filme’, explicou o conhecido ator.

Reynolds, que definiu seu companheiro como um ‘grande apaixonado’, achou proveitosa a chance de atuar no primeiro grande filme do diretor nos Estados Unidos. ‘Isso me atraiu mesmo, assim como meu papel’, confirmou Reynolds.

Além da dupla de protagonista, o filme ainda conta com Sam Shepard, Vera Farmiga (‘Os Infiltrados’) e o panamenho Rubén Blades, que volta às telas para viver Carlos Villar, um ex-revolucionário e falsificador que vive no subúrbio da Cidade do Cabo.

No entanto, o músico e ator reconheceu que é necessário melhores papéis e mais variedade em Hollywood. ‘Quase sempre nos escalam em papeis de latinos. Isso teria que mudar um pouco’, afirma Blades.

Entre seus projetos, Blades – que confessa que no futuro deseja fazer um western e ‘interpretar Edgar Allan Poe’ – afirmou à Agência Efe que deverá atuar no filme ‘O Libertador’ como um assessor de Simón Bolívar. EFE