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‘Demolition’ abre o Festival de Toronto sem força

Longa de Jean-Marc Vallée estrelado por Jake Gyllenhaal e Naomi Watts é uma tolice que não merecia ter a honra de abrir um evento dessa importância

Jake Gyllenhaal em 'Demolition' Jake Gyllenhaal em ‘Demolition’

Jake Gyllenhaal em ‘Demolition’ (/)

Começou devagar o 40º Festival de Toronto com o filme de abertura Demolition, exibido em sessão de gala na noite desta quinta-feira. Primeiro, porque o diretor franco-canadense Jean-Marc Vallée, nos agradecimentos de praxe ao elenco e equipe, alongou-se demais e falou exageradamente sobre o que cada um fez na produção. Depois porque o longa-metragem estrelado por Jake Gyllenhaal e Naomi Watts é uma tolice que não merecia ter a honra de abrir uma edição importante como esta.

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Com roteiro de Bryan Sipe, Demolition tem como personagem principal Davis Mitchell (Gyllenhaal), um banqueiro de investimentos que perde a mulher, Julia (Heather Lind), num acidente de carro. Pouco depois de receber a notícia, ainda no hospital, Davis tenta pegar um pacote de M&M’s na máquina e, claro, o doce fica preso. Ele resolve enviar uma reclamação para o serviço ao consumidor da empresa responsável e acaba fazendo uma carta com detalhes de sua vida, o que chama a atenção da pessoa responsável pelo departamento, Karen (Watts). Os dois passam a se falar, primeiro por carta, depois telefone e pessoalmente. Davis, que não parece demonstrar nenhuma emoção em relação à morte de Julia e é criticado por seu sogro e chefe (Chris Cooper) por não estar lidando da forma certa com o luto, também começa a destruir coisas, começando pela geladeira – daí o título em inglês, Demolition (“demolição”).

O filme pretende tratar do luto e da dor com humor e personagens excêntricos, mas não tem a profundidade necessária para conseguir o feito sem ficar bobo. E, pior, também não consegue emocionar. Em pouco mais de dois anos, Jean-Marc Vallée entrou na seleta lista de diretores com quem os atores querem colaborar, apesar de seus trabalhos serem medianos. É compreensível: Matthew McConaughey e Jared Leto fizeram dobradinha no Oscar, vencendo como ator e coadjuvante respectivamente, por Clube de Compras Dallas (2013), enquanto, por sua performance em Livre (2014), Reese Witherspoon voltou à lista de indicados, que tinha deixado de frequentar desde que levou a estatueta em 2006 por Johnny & June. Laura Dern, que interpreta sua mãe em Livre, disputou novamente uma estatueta depois de 13 anos.

Mas, desta vez, seria mais difícil alguém do elenco conseguir entrar na corrida, apesar dos esforços de Jake Gyllenhaal, que nos últimos anos está fazendo de tudo para ser indicado. Ele até está mais natural do que de costume, mas o todo não ajudaria. De todo modo, o filme só estreia no ano que vem, depois da distribuição de estatuetas.

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‘Demolition’

Jake Gyllenhaal continua em sua cruzada para mostrar que é mais do que um rosto bonito. Depois de emagrecer assustadoramente para fazer O Abutre e ficar absurdamente forte para Nocaute, agora ele interpreta um bem-sucedido banqueiro que lida de uma maneira curiosa com a perda de sua mulher num acidente neste longa de Jean-Marc Vallée (Clube de Compras Dallas). 

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‘Freeheld’

Diretor do simpático Nick & Norah – Uma Noite de Amor e Música, Peter Sollett agora conta a história real da policial Laurel Hester (Julianne Moore), que em 2005 entrou na justiça para que sua companheira, a mecânica Stacie Andree (Ellen Page), recebesse pensão após a sua morte, depois de ser diagnosticada com câncer em fase terminal. 

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‘Our Brand is Crisis’

No filme de David Gordon Green, Sandra Bullock é “Calamity” Jane Bodine, uma estrategista de campanhas políticas que sai da aposentadoria para trabalhar para o candidato à presidência da Bolívia Castillo (Joaquim de Almeida). Tudo com um único objetivo: bater seu rival Pat Candy (Billy Bob Thornton), favorito para ganhar as eleições. 

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‘About Ray’

O filme da inglesa Gaby Dellal fala de um assunto em voga: a questão do gênero e da sexualidade. Ray (Elle Fanning) sempre achou que era um menino, embora tenha nascido menina. Adolescente, insiste em fazer a transição, o que causa preocupação em sua mãe, Maggie (Naomi Watts), e sua avó, Dolly (Susan Sarandon), que é lésbica.  

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‘The Dressmaker’

Baseado no romance de Rosalie Ham, o filme de Jocelyn Moorhouse traz Kate Winslet no papel de Tilly Dunnage, que deixou sua pequena cidade natal na Austrália depois de ser acusada de um crime quando era criança. Ela retorna como modista, depois de anos em Paris, causando furor na conservadora Dungatar com sua moda e modos progressistas. 

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‘Trumbo’

Bryan Cranston, o Walter White da série Breaking Bad, interpreta o roteirista Dalton Trumbo neste longa de Jay Roach. Membro do Partido Comunista, ele entrou na lista negra depois de se recusar a dar informações ao Comitê de Atividades Anti-Americanas. Durante o período, ganhou dois Oscar sob pseudônimos (por Arenas Sangrentas e A Princesa e o Plebeu). Mais tarde, escreveu os roteiros de Spartacus e Exodus

Cate Blanchett e Robert Redford no filme 'Truth' Cate Blanchett e Robert Redford no filme ‘Truth’

Cate Blanchett e Robert Redford no filme ‘Truth’ (/)


Imagem de divulgação do filme 'Where to Invade Next', de Michael Moore Imagem de divulgação do filme ‘Where to Invade Next’, de Michael Moore

Imagem de divulgação do filme ‘Where to Invade Next’, de Michael Moore (/)


Mariana Ximenes e Jason Priestley no filme 'Zoom', de Pedro Morelli, selecionado para o Festival de Toronto Mariana Ximenes e Jason Priestley no filme ‘Zoom’, de Pedro Morelli, selecionado para o Festival de Toronto

Mariana Ximenes e Jason Priestley no filme ‘Zoom’, de Pedro Morelli, selecionado para o Festival de Toronto (/)


Tom Hiddleston no filme 'I Saw the Light' Tom Hiddleston no filme ‘I Saw the Light’

Tom Hiddleston no filme ‘I Saw the Light’ (/)