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Daniel Craig promete humor em ‘Skyfall’, mas volta certinho

'Os tempos mudaram e tivemos que nos adaptar', disse o ator para justificar seu personagem politicamente correto, em entrevista concedida nesta quinta

Por Carol Nogueira - 11 out 2012, 19h58

Conhecido como o James Bond mais politicamente correto de toda a série, o ator Daniel Craig considera necessárias as mudanças sofridas pelo personagem após ele ter assumido a franquia, em 2005. Em uma videoconferência realizada com jornalistas nesta quinta-feira, em São Paulo, para promover o novo longa 007 – Operação Skyfall, que estreia dia 26 de outubro, Craig afirmou que “os tempos mudaram”, e o agente 007 deve acompanhar as mudanças.

“Eu adoro carros e adoro mulheres, mas provavelmente de um jeito diferente do que Ian Fleming imaginou nos anos 1950. As coisas mudaram, a atitude dos homens em relação às mulheres mudou. Tivemos que nos adaptar a isso”, disse Craig. “Estamos tentando evoluir o personagem dentro dos seus limites.” Também na videoconferência, a produtora Barbara Broccoli, filha de Alberto Broccoli, que iniciou a franquia no cinema, fez coro a Craig. “Sempre tentamos nos manter fiéis ao personagem que Ian Fleming criou. Skyfall é um Bond clássico.”

Além de politicamente correto, o Bond de Craig é famoso por ser dos mais sérios, um enorme contraponto em relação a outros feitos de uma boa dose de humor e canastrice, como o de Roger Moore. Porém, segundo o ator, isso deve mudar um pouco em Skyfall. “Nos dois primeiros filmes, era muito importante contar a história, e esse está mais aberto, temos novos personagens. Não sou um comediante, mas acho que esse filme tem mais humor. É bastante real, mas é engraçado. Há um alívio da tensão”, disse.

Muito aguardado pelos fãs da série, o novo longa demorou a estrear. O último, Quantum of Solace, foi lançado em 2008. Mas a franquia se viu ameaçada com a quase falência da MGM, um dos estúdios envolvidos, que adiou a produção de Skyfall. O filme só começou a ser rodado no fim do ano passado em Londres – também há cenas na Turquia. E, quem diria, se converteu no longa mais ambicioso da fase Craig.

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Segundo o ator, esse tempo entre os dois filmes foi crucial para o novo trabalho. “Ajudou muito, pois pudemos nos preparar e escrever o roteiro”, disse. Craig também elogiou o trabalho do diretor Sam Mendes (Beleza Americana, Estrada para Perdição). “Ele é um diretor muito comprometido e adora James Bond.”

Criag em ação — Assim como Tom Cruise, Daniel Craig também é conhecido por fazer as próprias cenas de ação, ainda que elas sejam um tanto perigosas. O novo filme, por exemplo, abre com uma sequência em que o ator aparece – ele mesmo – andando sobre um trem em movimento, em uma cena gravada na Turquia. “Sou um grande fã de filmes de ação e blockbusters, com todas aquelas explosões, sempre assisti a muitos. Os melhores são aqueles em que você gosta de estar na companhia dos personagens, e se emociona com eles, por isso tento lhe dar o máximo de realismo”, disse Craig.

O ator brincou ainda sobre uma possível vinda de James Bond ao Brasil. “Eu não sei se Bond gostaria de voltar, mas sei que Daniel Craig adoraria ir e poderia convencer os produtores. Brincadeira, eu ainda não sei quais são os planos para o próximo filme”, disse. Já Barbara aproveitou a oportunidade para dizer que se divertiu no Brasil durante as filmagens de 007 contra o Foguete da Morte (1979). “Eu bebi muitas caipirinhas enquanto filmávamos aí”, disse a produtora, que na ocasião do lançamento do filme tinha 19 anos.

Craig não confirmou, nem desmentiu, que teria assinado contrato para fazer mais pelo menos outros dois filmes, mas disse que deseja continuar na série. “Quero muito continuar a fazer os filmes. Enquanto o público quiser, continuaremos fazendo. Sinto que ainda há muitas histórias a serem contadas.”

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