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Criadores de ‘Stranger Things’ vão a julgamento após acusação de plágio

Dupla foi acusada de ter copiado o enredo do curta-metragem 'Montauk' para produzir a série da Netflix

Os criadores da série Stranger Things, os irmãos Matt e Ross Duffer, vão a julgamento após uma decisão do Tribunal Superior de Los Angeles, Califórnia. A dupla foi acusada de ter plagiado o curta-metragem Montauk (2011), de Charlie Kessler, que retrata um caso de desaparecimento em uma pequena cidade com uma base militar misteriosa – tal como Hawkins, cenário da série da Netflix.

Segundo a acusação, a trama foi plagiada após uma conversa entre Kessler e os irmãos Duffer no Festival de Cinema de Tribeca em 2014, na qual o roteirista apresentou sua ideia de ampliar o universo do curta para uma série de televisão – configurando também um processo por quebra de contrato implícito. Os irmãos negam a acusação, afirmando que o interesse por lendas urbanas e teorias de conspiração é antigo e que o projeto nasceu em 2010 – quatro anos antes do encontro.

“Aquela conversa casual – durante a qual os Duffers supostamente disseram que todos deveriam trabalhar juntos e perguntaram no que [Charlie Kessler] estava trabalhando – é a única base para o suposto contrato implícito em questão neste processo e para a teoria sem mérito de Kessler”, rebateram os advogados da defesa. A Netflix também mostrou apoio aos criadores. “Os irmãos Duffer têm nosso total apoio. Esse caso não tem mérito, o que esperamos que seja confirmado com uma averiguação dos fatos no tribunal”, disse a porta-voz da empresa.

Para o juiz Michael Stern, responsável por dar prosseguimento ao caso, o problema maior é que a disputa sobre a originalidade do enredo carece de evidências. “Sem essas evidências admissíveis, ficamos com o problema de determinar a credibilidade, que deve ser decidida pelo juri”, escreveu na decisão.

De acordo com a revista The Hollywood Reporter, o cineasta pede como indenização um valor superior a 300.000 dólares – um terço do valor recebido pelos criadores após a compra dos direitos de produção pela Netflix. A primeira audiência do caso está marcada para o dia 6 de maio.