Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Costura estranha marca show de Ira!, Rappin’ Hood e Tony Tornado

Rock dominou primeira metade do show, que depois se perdeu entre o rap e o soul

Um pouco de rock, um tanto de rap e mais uma pitada de soul: foi essa a mistura do show que embalou o Palco Sunset, durante o fim da tarde do primeiro dia do Rock in Rio 2015, com os artistas Tony Tornado, Rappin’ Hood e a banda Ira!. A costura entre ritmos poderia ser boa, mas ficou aquém do esperado, com o rap perdido e o soul tentando recuperar a animação.

Quem começou a apresentação foram Nasi e Edgard Scandurra, com muitos dos hits do grupo de rock, sucesso nos anos 1980 e 90, como Dias de Luta, Train in Vain e Eu Quero Sempre Mais, além de O Girassol e Núcleo Base. A plateia entoou as canções como hinos de time de futebol, do começo ao fim. A empolgação, contudo, diminuiu com a chegada do rapper paulista Rappin’ Hood, que começou sua apresentação com Us Guerreiro, seguido por Assim Falou Zaratrusta.

Leia também:

Mesmo com programação fraca, público corre para entrar no Rock in Rio

Manual de sobrevivência para o Rock in Rio 2015

Nove aplicativos que vão facilitar sua vida no Rock in Rio

Entrevista: Adam Lambert, de reality ao microfone do Queen

A animação foi parcialmente recuperada quando subiu ao palco Tony Tornado. De paletó amarelo, o cantor de soul de 85 anos mostrou fôlego ao entoar Pode Crer, Amizade. O público, de diversas faixas etárias, vibrou e seguiu cada compasso de Tony, que depois apresentou Dia de Santo Reis, conhecida na voz de Tim Maia, e Rap do Bom.

De mãos dadas, Tornado e Nasi aproveitaram o momento para um discurso pela igualdade racial. “No sol, quando reflete a sombra, somos todos da mesma cor”, diz Tony. “É o soul, o rap e o rock juntos. Fiquei arrepiada”, comentou Thaís Lopes, consultora de sistemas, do Rio de Janeiro. O show foi encerrado com BR-3, música mais conhecida de Tony Tornado.