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Com Sesc, Bienal do Livro de SP tenta superar estigma de feira

Entre os convidados estão Jeff Lindsay, autor do romance que deu origem à série 'Dexter', e os brasileiros Patrícia Melo, Milton Hatoum e Cristovão Tezza

Para além dos números portentosos de costume – neste ano são 186 autores nacionais, 22 estrangeiros, 34 milhões de reais de investimento e público esperado de 700.000 pessoas, próximo das 750.000 recebidas em 2012 -, o que chama a atenção na 23ª edição da Bienal do Livro de São Paulo, que ocorre de 22 a 31 de agosto, é a inédita parceria entre a Câmara Brasileira do Livro (CBL), organizadora do evento, e o Sesc – já consagrado como promotor de um circuito cultural de qualidade na capital paulista – na curadoria da programação da feira. Com a dobradinha, a bienal parece querer, justamente, superar esse estigma.

Com o tema “Diversão, Cultura e Interatividade: Tudo Junto e Misturado”, a bienal terá sua agenda de cultura calcada em três espaços: o Salão de Ideias, o Anfiteatro e a Arena Cultural. Considerado o espaço mais nobre do evento, o Salão de Ideias terá, porém, poucos destaques, e quase todos nacionais: o americano Jeff Lindsay, autor do romance que deu origem à série Dexter, e os brasileiros Patrícia Melo, Milton Hatoum e Cristovão Tezza. Ainda sim, são nomes de peso.

Pela Arena, passarão best-sellers estrangeiros como Harlan Coben, escritor americano que falará sobre os mistérios da literatura policial, e Hugh Howey, autor de Silo, que discorrerá sobre a ficção científica. E também Cassandra Clare, autora de fanfics de Harry Potter e da série Os Instrumentos Mortais, e Ken Follett, da saga O Século ­- fenômenos editoriais que tornam difícil para o evento cumprir a promessa de superar a vocação de feirão.

O Anfiteatro, por sua vez, receberá atrações musicais típicas do Sesc, como Ceumar, Hermeto Pascoal e Lirinha (ex-Cordel do Fogo Encantado), e filmes como Hoje Quero Voltar Sozinho, destaque brasileiro no Festival de Berlim deste ano, e Uma História de Amor e Fúria, de Luiz Bolognesi que faturou o Festival de Annecy, na França, considerado o Oscar das animações.

A bienal ainda voltará a discutir o formato e-book, com o 5º Congresso Internacional CBL do Livro Digital, de que participarão, entre outros, Jason Merkoski, autor de Burning the Page – A Revolução dos Livros Digitais e o Conteúdo em Convergência, e Oren Teicher, presidente da American Booksellers Association (ABA), que falará sobre a presença das livrarias independentes no universo digital.

A 23ª edição da Bienal do Livro de São Paulo acontece de 22 a 31 de agosto, no Pavilhão de Exposições do Anhembi (Av. Olavo Fontoura, 1.209, Santana), zona norte da cidade. O evento é aberto à visitação de segunda a sexta, das 9 às 22 horas; e aos sábados e domingos, das 10 às 22 horas (exceto no dia 31, quando encerra às 21 horas).

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