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Cinzas de Nara Almeida serão levadas para o Maranhão

Ela foi cremada no cemitério da Vila Alpina, em São Paulo

Eva Maria, mãe de Nara Almeida, tomou uma decisão sobre o que fazer com as cinzas da modelo e influenciadora digital cremada em São Paulo no cemitério da Vila Alpina. “Vamos levar o baú para o Maranhão”, contou Eva. Ele será dado para a avó de Nara, que mora na cidade de João Lisboa, localizada a 637 quilômetros de São Luís. “Minha mãe não conseguiu vir ao velório e deve enterrar as cinzas por lá”, conta Eva.

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Quando Nara nasceu, sua trabalhava como empregada doméstica e morava de favor na casa de uma prima cujo chão era de terra batida. Quando a criança tinha apenas 1 ano e 2 meses, foi dada aos avós maternos para que eles cuidassem dela. Era a repetição de uma história da família. “Eu mesma acabei entregue a uma tia quando tinha 6 anos”, conta Eva. Mãe e filha ficaram afastadas por mais de duas décadas.

Eva Maria viaja na segunda (28) para Boa Vista, onde vivia com o marido e os três filhos. Ela deve ficar menos de um mês por lá para depois voltar de vez para São Paulo. “Vou abrir uma loja na cidade chamada Ateliê da Nara, quero realizar esse sonho da minha filha.” Antes, vai procurar uma casa para alugar e um colégio para os outros três filhos.

Eva sonha em conhecer a pessoa que recebeu as córneas doadas pela menina. “Sei que essa pessoa vai ver o mundo de uma forma leve e feliz, exatamente como a minha menina enxergava as coisas.” Nara recebeu o diagnóstico do tumor raro em agosto de 2017, após sucessivas crises de gastrite e idas ao médico. Na época, como divulgadora de moda, já era quase uma celebridade: somava 400 000 seguidores no Instagram. Quando morreu na segunda (21), ela somava 4,6 milhões de seguidores. Pesava 33 quilos.