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Cinema brasileiro bate recorde de bilheteria em 2013

Foram lançados mais de 120 títulos, que venderam 26 milhões de ingressos

Filme: 'Minha mãe é uma peça' Filme: ‘Minha mãe é uma peça’

Filme: ‘Minha mãe é uma peça’ (/)

O cinema brasileiro bateu recorde em 2013, com mais de 120 estreias de produções nacionais e 26 milhões de ingressos vendidos, de acordo com informações divulgadas pela Agência Nacional de Cinema (Ancine). Os números marcam aquele que é o melhor ano da indústria audiovisual nacional desde a chamada Retomada, que teve início em 1995 com o longa Carlota Joaquina – A Princesa do Brasil, de Carla Camurati.

Antes, os anos mais fortes para a produção brasileira, em bilheteria, haviam sido 2010, quando os longas nacionais venderam 25,687 milhões de ingressos, e 2003, com 22,055 milhões de ingressos vendidos. Em número de lançamentos, os melhores anos, depois de 2013, foram 2011, com 99 títulos, e 2009, com 84. O salto visto este ano prova que a indústria nacional está se consolidando.

A arrecadação também obteve um crescimento significativo ao superar a cifra de 270 milhões de reais, quase o triplo do arrecadado em 2012, quando houve um retorno de 157 milhões de reais.

O recorde faz jus ao dinheiro investido pelo Fundo Setorial do Audiovisual em 2013, de aproximadamente 990 milhões de reais. Esse investimento, no entanto, diminuirá em 2014. De acordo com o diretor-presidente da Ancine, Manoel Rangel, serão investidos 400 milhões de reais no próximo ano, algo em torno de 40% do orçamento deste ano. O número representa também um recuo em relação a 2012, quando o FSA contou com 562,36 milhões de reais.

As maiores bilheterias – Em 2013 as comédias dominaram as bilheterias do cinema nacional. Segundo dados da Ancine, entre de 4 de janeiro e 5 de dezembro, sete dos dez longas que mais faturaram no ano são do gênero, como Minha Mãe é uma Peça, que lidera o ranking com 49,5 milhões de reais faturados, seguido por Meu Passado Me Condena, com 32,8 milhões e Vai Que Dá Certo, com 28,9 milhões de reais.

‘Minha Mãe É uma Peça’

Estrelada por Paulo Gustavo, a adaptação do espetáculo teatral Minha Mãe É uma Peça faturou 49,5 milhões de reais, levando 4,6 milhões de espectadores às salas de cinema. O longa conta a história da mãe coruja Dona Hermínia (Paulo Gustavo), que foge de casa após ouvir sem querer, durante uma ligação para a filha, que é considerada uma mãe chata.

‘Meu Passado me Condena’

Adaptação do seriado do Multishow, a nova comédia de Fábio Porchat faturou 32,8 milhões de reais e levou 2,9 milhões de pessoas aos cinemas em 2013. No filme, Fábio (Fábio Porchat) e Miá (Miá Mello) se casam um mês após se conhecerem e logo decidem viajar à Europa em um cruzeiro. O que eles não esperavam, no entanto, era encontrar seus ex-namorados.

‘Vai que Dá Certo’

O longa protagonizado por grandes nomes da comédia nacional, como Lúcio Mauro Filho, Fábio Porchat, Gregório Duvivier e Bruno Mazzeo, foi visto por 2,7 milhões de pessoas e teve renda total de 28,9 milhões de reais. Em Vai que Dá Certo, cinco amigos com sérios problemas financeiros decidem praticar um golpe contra uma transportadora de valores, no entanto, a sorte não está do lado deles.

‘Somos Tão Jovens’

O longa que mistura parte da biografia do músico Renato Russo com a história da formação do rock nacional em Brasília faturou 18,2 milhões de reais e contou com a presença de 1,7 milhão de espectadores.

‘Faroeste Caboclo’

Baseado em um dos grandes sucessos da Legião Urbana, Faroeste Caboclo narra a saga de João, que deixa a vida humilde na cidade de Santo Cristo para virar traficante e engatar um romance com a bela Maria Lúcia (Ísis Valverde), em Brasília. O filme faturou 15,5 milhões em bilheteria e levou 1,4 milhão de pessoas aos cinemas em 2013.

‘O Concurso’

Também estrelado por Fábio Porchat, O Concurso conta a aventura de quatro concorrentes de um concurso público por uma vaga de Juiz Federal no Rio de Janeiro. O filme contou com 1,3 milhão de espectadores e faturou 14,1 milhões de reais em 2013.

‘Mato sem Cachorro’

Em Mato sem Cachorro, Deco (Bruno Gagliasso) perde ao mesmo tempo os dois grandes amores de sua vida, sua namorada Zoé (Leandra Leal) e o cachorro de estimação, Guto, levado por ela ao romper o relacionamento. O longa levou 1,1 milhão de pessoas aos cinemas e faturou 11,5 milhões de reais.

‘O Tempo e o Vento’

Com tom novelesco, O Tempo e o Vento narra a disputa por terras entre as famílias rivais Amaral e Terra-Cambará, inimigas históricas da cidade de Santa Fé, no Rio Grande do Sul. Com Thiago Lacerda e Fernanda Montenegro no elenco, o filme levou 711.267 espectadores aos cinemas e obteve uma renda de 7,7 milhões de reais em bilheteria.

‘Crô – O Filme’

Baseado no mordomo afeminado da novela Fina Estampa, de Aguinaldo Silva, Crô – O Filme levou 641.967 espectadores ao cinema e faturou 7 milhões de reais em bilheteria. O longa apresenta Crô (Marcelo Serrado) cansado da vida de milionário que veio junto com a herança da amada patroa Tereza Cristina. Ele tenta encontrar uma ocupação, como cantor, estilista e cabeleireiro, mas, após falhar em todas e sonhar com a mãe, vivida pela baiana Ivete Sangalo, ele entende que a sua verdadeira vocação é servir mulheres, ou “deusas”, como gosta de chamá-las. Por isso, decide voltar a ser mordomo e passa a entrevistar socialites em busca da sua nova “rainha do Nilo”.

‘Cine Holliúdi’

Cine Holliúdi conta a história de Francisgleydisson, um proprietário de um cinema no interior do Ceará na década de 1970 que, após a popularização da TV, vê as pessoas se afastarem da sala escura. A ideia rendeu frutos na vida real: levou 481.203 espectadores ao cinema em 2013 e faturou 4,9 milhões de reais.