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Cineasta Milos Forman, de “Amadeus”, morre aos 86 anos

O diretor também assinou o longa "Um Estranho no Ninho" pelo qual venceu o Oscar.

Por Da Redação - Atualizado em 14 abr 2018, 11h49 - Publicado em 14 abr 2018, 11h47

O cineasta Milos Forman, conhecido por filmes como “Amadeus” e “Um Estranho no Ninho“, pelos quais venceu o Oscar, faleceu na sexta-feira aos 86 anos.

“Ele faleceu de modo tranquilo, cercado por sua família e pessoas mais próximas”, afirmou sua esposa, Martina, de acordo com a agência de notícias tcheca CTK.

Nos anos 1960, Milos Forman integrou o grupo de cineastas dissidentes da Nova Onda tcheca e dirigiu três comédias clássicas: “Pedro, O Negro”, “O Baile dos Bombeiros” e “Os Amores de uma Loira”.

Em agosto de 1968, poucos dias antes da repressão soviética ao movimento conhecido como Primavera de Praga, Forman deixou a Tchecoslováquia e seguiu para a França. Poucos meses depois, o diretor se mudou para os Estados Unidos, onde obteve a cidadania em 1977.

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O primeiro filme de Forman nos Estados Unidos, “Procura Insaciável” (1971), também foi rodado com atores não profissionais, mas não conseguiu impressionar o público não europeu.

Seu filme seguinte, “Um Estranho no Ninho” (1975), protagonizado por Jack Nicholson, foi um grande sucesso de crítica e público. O longa-metragem venceu cinco estatuetas do Oscar, incluindo melhor filme e diretor. Em seguida ele dirigiu o musical “Hair” (1979) e “Na Época do Ragtime” (1981).

Só retornou a seu país em 1983 para rodar “Amadeus”, filme sobre Mozart que venceu vários prêmios. Forman rodou o longa com um elenco americano em uma Praga ainda controlada pelos comunistas. O longa-metragem se tornou um clássico e recebeu 8 Oscar (de um total de 11 indicações), incluindo melhor filme e o segundo prêmio da Academia de diretor para o cineasta.

“Um diretor é um pouco de tudo, um pouco escritor, um pouco ator, um pouco editor, um pouco figurinista”, disse uma vez.

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Forman tambem dirigiu “Valmont – Uma História de Seduções” (1989), “O Povo Contra Larry Flynt” (1996), pelo qual também foi indicado ao Oscar, “O Mundo de Andy” (1999) e “Sombras de Goya” (2006).

O diretor foi casado com as atrizes Jana Brejchova e Vera Kresadlova, com quem teve gêmeos, Matej e Petr, antes de sair da Tchecoslováquia. Em 1999 se casou com a roteirista Martina Zborilov, com quem também teve gêmeos, Andrew e James.

Com AFP

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