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Caso Taís Araújo: comissão pede explicações a presidente da EBC

Laerte Rimoli, diretor-presidente da Empresa Brasileira de Comunicação, publicou nas redes sociais uma montagem ironizando a fala da atriz sobre racismo

A Comissão de Ética Pública da Presidência decidiu, em reunião realizada nesta segunda-feira (27), pedir esclarecimentos ao presidente da EBC, Laerte Rimoli, por postagens em redes sociais em que ironiza um desabafo da atriz Taís Araújo. Durante participação no evento TEDx, a atriz disse que pessoas mudam de calçada ao ver seu filho, negro e anônimo. Laerte escreveu que pessoas “pulam do avião” ao ver Tais Araújo.

Memes que ironizam racismo contra Tais Araújo e a família, replicados pelo presidente da EBC

Memes que ironizam racismo contra Tais Araújo e a família, replicados pelo presidente da EBC (Reprodução/Twitter)

“A comissão examinou a partir de uma denúncia apresentada as supostas postagens em redes sociais feitas pelo presidente da EBC. São publicações que dizem respeito — em tom jocoso — a uma entrevista da atriz Taís Araújo, narrando vicissitudes que ela e sua família atravessam”, afirmou o presidente da comissão, Mauro Menezes.

Segundo Menezes, como consta no código de ética do servidor público civil, a “observância do decoro é um imperativo dentro e fora das instituições”. Para o presidente da comissão, mesmo que as postagens tenham ocorrido fora das atividades elas podem terminar por afetar a imagem da administração pública. “Sem fazer juízo antecipado, abrimos procedimento para investigar a sua conduta e ele terá dez dias para prestar esclarecimentos”, explicou. O prazo começa a contar amanhã.

Procurado, Laerte Rimoli reconheceu que cometeu um erro e disse que já pediu desculpas à atriz. “Admito que cometi o pecado de compartilhar um meme de mau gosto em meu perfil pessoal e, por esse erro, me retratei publicamente no mesmo espaço”, disse. “Voltei às redes sociais para pedir desculpas à atriz Taís Araújo e à sua família, por ter compartilhado um post inadequado em minha timeline.”

Direitos humanos

A Comissão também avaliou o caso da ministra de Direitos Humanos, Luislinda Valois, que cobrou 10.000 reais do governo federal por uma viagem de cinco dias a Israel, em julho, que foi custeada pela Confederação Israelita do Brasil e decidiu abrir investigação contra a tucana.

Segundo Menezes, a Comissão quer ouvir explicações da ministra sobre o suposto pedido de diárias de forma irregular. “Queremos ouvir a ministra para que ela possa de público restaurar as informações devidas”, disse.

Em nota, a assessoria de imprensa da ministra afirmou que ela tomou conhecimento da abertura de apuração junto à Comissão de Ética Pública da Presidência da República, mas ainda aguarda notificação oficial “e vai cooperar com o processo de apuração, conforme prevê a legislação”.

Comentários

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  1. Geraldo Bohessef Bou Assaf

    Se for assim, pelo menos 80% do Brasil seria punido, afinal essa “atriz” desagradou até negros com aquela fala de palhaça dela, recebeu meme de tudo que foi jeito. Boca fechada não entra mosquito, ela deveria aprender com essa palhaçada que fez e não servir mais de palhaça como serviu.

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