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Bravo! Rafinha Bastos aprendeu a pedir desculpas: ‘Eu errei’

Humorista lamentou ter defendido, em um vídeo anterior, o direito de expressão dos grupos envolvidos nos atos nazistas e racistas nos Estados Unidos

O humorista Rafinha Bastos, que chegou a dizer que humoristas não deviam pedir desculpas depois do episódio em que fez uma piada infeliz com a então grávida Wanessa Camargo — “Comeria ela e o bebê” — e perdeu o emprego no extinto CQC, da Band, agora foi capaz de reconhecer que errou. Em vídeo publicado no seu canal no YouTube, Rafinha se desculpa por ter defendido, em um vídeo anterior, o direito de expressão dos grupos envolvidos nos atos nazistas e racistas na cidade de Charlottesville, nos Estados Unidos.

“Tem duas palavrinhas que agora eu preciso dizer a respeito do que falei naquele vídeo: eu errei”, disse Rafinha na nova gravação. “Minha luta por liberdade de expressão não pode justificar um comportamento nazista ou racista. Em nenhum momento, enquanto eu tava fazendo aquele vídeo, me passou pela cabeça que talvez interpretassem que eu estivesse passando pano para nazista. Quando isso aconteceu, eu fiquei chateado pra c***, eu confesso. Mas, revendo o vídeo, a maneira como me expressei, eu entendo essa interpretação”.

Antes, o humorista havia se baseado na liberdade de manifestação. “Mesmo sabendo que a liberdade pode gerar esse tipo de problema, te confesso que é muito mais seguro que seja dessa forma. Cercear liberdade de expressão é um perigo em diversas instâncias. Numa sociedade democrática, todos precisam ter o direito de falar o que pensam, tá bom? Sem defender um grupinho ou outro.”

(Com Estadão Conteúdo)

Comentários

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  1. Veja, a nova “Carta Capital”…é tem que sobreviver não é mesmo???

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  2. Guilherme Silva

    A ACLU, União Americana pelas Liberdades Civis, entidade com 97 anos de luta para “defender e preservar os direitos individuais e liberdades garantidas a cada pessoa neste pais pela Constituição e leis dos Estados Unidos” entrou com uma ação na justiça e obteve êxito em assegurar o tal direito de expressão dos grupos envolvidos nos atos nazistas e racistas na cidade de Charlottesville, tornando possível a realização da manifestação.
    Claro que, mesmo com o longo histórico de defesa de questões alinhadas à esquerda, teve de ouvir muitos protestos dos “tolerantes” que acham que direitos naturais são condicionados à opinião de cada indivíduo.

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  3. Marly Camargo

    Humorista desastrado.

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