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Boyband P9 tem seu maior desafio ao abrir para Bieber

Michael Band diz que sente frio na barriga ao pensar no tamanho da plateia do canadense, que é referência para toda a banda. Shows acontecem em SP e Rio

Por Rafael Costa - 2 nov 2013, 15h13

A boyband brasileira P9, das músicas My Favorite Girl e Love in Those Jeans, respectivamente das novelas Salve Jorge e Amor à Vida, recebeu na última quinta-feira a notícia de que iria abrir os dois novos shows de Justin Bieber no Brasil, neste sábado, em São Paulo (Anhembi), e domingo, no Rio de Janeiro (Apoteose). O maior desafio da banda, que lançou o seu primeiro álbum neste ano, foi recebido com uma certa histeria pelo grupo, conta Michael Band, um dos integrantes do quarteto carioca. “Foi só gritaria, a gente entrou em êxtase, não sabia o que fazer”, diz Band, que se declara fã do canadense e não esconde a ansiedade para o show. “Justin Bieber é um ídolo meu e da banda, não tem dinheiro que pague isso (abrir para ele) e o frio na barriga ‘tá pegando’ porque é gente pra caramba na plateia.”

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A idolatria é tanta que os fãs do P9 foram batizados de maneira semelhante aos de Bieber. Enquanto o canadense tem os seus beliebers (mistura de ‘Bieber’ com ‘believer’, aquele que é crente ou que tem fé), os brasileiros contam com os pniners (sim, o nome da banda é pronunciado em inglês). Um dos desafios do grupo nas apresentações deste fim de semana, aliás, é conquistar a plateia repleta de beliebers. “Não sei se as pessoas que vão aos shows já conhecem o P9, se já são fãs, mas, se não forem, nós vamos tentar fazer com que virem (risos)“, diz Michael, que acredita que a semelhança na faixa etária e no estilo musical podem ajudar os jovens brasileiros a “cativar” o público.

Quando perguntado a respeito do comportamento do ídolo adolescente, e seu atual envolvimento com festas, carros envenenados, maconha e até pichação, Michael sai em defesa de Bieber. “Ele pode cometer um erro ou outro, coisas que qualquer pessoa faria, mas, como é alguém influente, muito grande, acho que a imprensa está o tempo todo em cima”, afirma. Confira a entrevista com Michael Band, um dos vocalistas da boyband P9.

Como foi receber o convite de última hora para abrir os shows de Justin Bieber em São Paulo e no Rio? O produtor (Jason Herbert) ligou dos Estados Unidos para dar a notícia e aí foi só gritaria, a gente entrou em êxtase, não sabia o que fazer, queria pular de um lado para o outro, porque era um sonho realizado. Justin Bieber é um ídolo meu e da banda, não tem dinheiro que pague isso e o frio na barriga “tá pegando” porque é gente pra caramba na plateia.

Vocês se inspiram nele? Muito, é um grande ícone do pop, ainda mais do pop teen que vem amadurecendo, a música dele vem amadurecendo muito também.

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Que relação vocês veem entre a música de Justin Bieber e a do P9? Bieber é uma grande influência para nós, todos os meninos da banda curtem e ouvem no iPod. A gente toca músicas dele, o show tem inclusive um medley com um cover de As Long as You Love Me.

Vocês vão cantar alguma música dele amanhã? Então, isso é segredo. Mas, se acontecer, é realmente para prestar homenagem e como forma de agradecimento pela oportunidade.

O que vocês esperam da reação do público com o show de vocês? O fã clube do Bieber é parecido com o do P9? Acho que é a mesma faixa etária, é um público de idade parecida. Não sei se as pessoas que vão aos shows já conhecem o P9, se já são fãs, mas, se não forem, nós vamos tentar fazer com que virem (risos). Estamos preparados para chegar lá e conquistar todo mundo, cativar todo mundo e dar o nosso máximo.

O que acha das mudanças de comportamento de Justin Bieber? Apesar de eu não estar em posição de julgá-lo, acho que a imprensa marca muito em cima. Bieber pode cometer um erro ou outro, coisas que qualquer pessoa faria, mas, como é alguém influente, muito grande, acho que a imprensa está o tempo todo em cima, querendo que ele faça algo para dar audiência. Pelo que eu sei, ele é um ótimo garoto, acho que muitos dos escândalos que saem na internet são ampliados.

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Mas essas atitudes recentes não podem prejudicar a imagem ou a carreira dele? De certa forma, sim, mas ele é tão grande, ele tem fãs tão fiéis e acho que cada um faz o que bem entender no seu tempo pessoal. O tempo dele é problema dele, ninguém deve opinar a respeito.

Os principais sucessos da banda são músicas em inglês. Foi uma forma mais prática de tentar o sucesso internacional? É claro que o nosso sonho é atingir outros países, conquistar o mundo, mas o nosso foco agora é o Brasil, queremos fazer o país abraçar o nosso projeto, fazer o nosso povo curtir a nossa música, e quem sabe mais para a frente colocamos “um pezinho” para fora, na América Latina, e vamos expandindo aos poucos. O inglês é a língua universal, é uma forma de atingir novos mercados, outros países, outros públicos, mas nós não deixamos o Brasil de lado em momento algum, temos músicas em português, percussão de Carlinhos Brown, que tem uma representação forte do Brasil.

E vocês já têm um fã clube forte fora do país? Está crescendo, nós acompanhamos pelo Twitter e tem pessoas de todos os lugares. Tem Pniners na Austrália, Áustria, nos Estados Unidos, África do Sul, no Equador. Inclusive, uma menina do Equador veio para o Rio de Janeiro para conhecer a banda, só que estávamos em São Paulo. Então, ela pegou um avião para São Paulo, ficou no mesmo hotel em que estávamos para nos conhecer e demos o maior valor para isso, por ela ter ido atrás, nos sentimos lisonjeados.

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