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Boleiros e exames de paternidade: um clássico do futebol

Ronaldo não é o primeiro jogador a se submeter a exames de DNA para atestar paternidade em casos extraconjugais

Por Da Redação - 6 dez 2010, 18h21

O jogador Ronaldo anunciou nesta segunda-feira (06) na sua página no Twitter que se submeteu a um exame de DNA que atestará – ou não – a paternidade de um garoto chamado Alex, de 5 anos, filho de Michele Umezu, uma garçonete brasileira com quem Ronaldo teve um breve affair, durante uma passagem por Tóquio, no Japão.

“Agora vamos aguardar o resultado do exame e assumir as responsabilidades e os prazeres que os resultados derem”, disse o jogador. O teste foi determinado pela justiça de São Paulo. Ronaldo é pai de Ronald, de 10 anos, fruto do seu casamento com a jogadora de futebol Milene Domingues, e de Maria Sophia (2) e Maria Alice (8 meses), estas com sua atual esposa, Bia Anthony.

No mundo do futebol, onde o assédio feminino é exacerbado pelos gordos salários dos astros e a permanente exposição, Ronaldo não é um exemplo isolado de craque que teve de se submeter a exames do tipo para pôr a limpo supostas paternidades.

Pelé, Garrincha, Marinho Chagas, Falcão, Romário, Edmundo e Maradona são alguns dos craques que se tornaram pais de filhos frutos de casos passageiros. Alguns foram aos tribunais, enfrentaram acusações e, no caso dos mais displicentes, algumas horas na cadeia por falta de pagamento de pensão alimentícia dos filhos assumidos mediante exame de paternidade.

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Entre negativas, escândalos e uma horda de garotas incansáveis na tentativa de fisgar um bom partido, as chamadas “marias-chuteiras”, casos do tipo não são regra no mundo do futebol, mas desde que o esporte se tornou sinônimo de status, se tornaram comuns no noticiário. O site de VEJA relembra seis casos famosos de batalha entre jogadores, breves affairs e filhos fora do casamento.

Pelé – Fruto de um relacionamento do rei do futebol com a empregada doméstica Anízia Machado, Sandra Regina Machado foi reconhecida como filha de Pelé em 1996, cinco anos depois de entrar com um pedido na justiça que obrigasse o jogador a se submeter ao exame de DNA. Sandra morreu em 2006, aos 42 anos.

Garrincha – Numa escapadela da concentração durante uma temporada do Botafogo na Suécia, em 1959, Garrincha envolveu-se com uma sueca. Nove meses depois, nasceu Ulf Lindberg. Em 1977, Garrincha contou a um jornalista inglês que havia deixado um filho no país, encontrado logo em seguida. Pai e filho nunca se encontraram e se falavam por carta. Lindberg teve uma vida trágica: abandonado pela mãe, viveu até a maioridade num orfanato.

Maradona – O maior jogador de futebol da Argentina foi obrigado pela justiça a realizar exame de paternidade de Diego Armando Maradona Junior, filho de Cristina Sinagra, italiana, empregada doméstica da família Maradona no tempo em que o craque jogava em Napoli. O filho foi reconhecido em 1996. Este ano, Maradona esteve novamente na berlinda. A funcionária de uma boate em Buenos Aires alegava que ele era o pai da sua filha, de 6 anos de idade. O exame deu negativo.

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Marinho Chagas – Craque tanto quanto farrista, o lateral eleito o melhor do mundo na Copa do Mundo de 1974 deixou um filho em cada país em que jogou oficialmente ou em amistosos dos clubes e da seleção brasileira. A saber, Estados Unidos, Japão, Jamaica e Alemanha. Adiantando-se à Justiça desses países, Marinho assumiu todos de bom grado, sem necessidade de exame.

Paulo Roberto Falcão – O ex-capitão da seleção brasileira se recusou a fazer o exame de DNA que atestaria a paternidade de Giuseppe Frontoni, nascido em 1981, tempo em que o jogador atuava pelo Roma. Em 2002, sete anos depois do início do processo, a justiça italiana determinou, por via de testemunhos, que Falcão é o pai de Frontoni, a quem paga uma pensão de 1.500 dólares atualmente.

Romário – Em 2002, o Baixinho reconheceu, por determinação da Justiça, a paternidade de Raphael, filho da comediante Edna Velho, com quem manteve um relacionamento durante seis meses. Ao que se sabe, nunca houve atraso no pagamento da pensão alimentícia neste caso. Ao contrário da obrigação para com os filhos do craque com a ex-modelo Monica Santoro. Em 2009, depois de sucessivos atrasos no pagamento, Romário passou 22 horas na cadeia, por determinação da Justiça, até que a dívida fosse saldada.

Edmundo – De uma batalha na Justiça que se arrastou por dois anos, veio o reconhecimento de paternidade de Alexandre, atualmente com 15 anos de idade, filho de Edmundo com a ex-modelo Cristina Mortágua. Jogador e filho não mantem nenhum tipo de relação. As obrigações acerca de pensão alimentícia, ao que consta, nunca foram um problema para o ex-craque do Palmeiras e do Vasco.

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