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Bill Cosby é condenado à prisão, e #MeToo conquista sua 1ª vitória

Comediante deverá cumprir pena entre 3 e 10 anos de detenção

Bill Cosby, 81 anos, foi sentenciado à prisão nesta terça-feira, em Norristown, no Estado da Pensilvânia, Estados Unidos. O comediante deverá cumprir de três a dez anos por drogar e abusar sexualmente de Andrea Constand, em 2004. A pena foi resultado de um acordo entre a promotoria e os advogados do ator, que conseguiram baixar de cinco para três anos o período mínimo de detenção. Sua defesa poderá apresentar uma solicitação de liberdade condicional quando ele tiver cumprido ao menos três anos de prisão. A demanda será revisada por uma comissão especial. Cosby terá, além disso, que comparecer a sessões de tratamento pelo resto da vida, seja qual for seu status de liberdade.

Considerada uma vitória da era #MeToo, a sentença é a primeira dos muitos escândalos sexuais que tomaram Hollywood nos últimos anos. Antes de a pena ser anunciada, o juiz que conduzia o tribunal chamou o comediante de “predador sexual violento”.

Cosby foi acusado de abuso e assédio sexual por mais de sessenta mulheres. Como muitos dos casos ocorreram nos anos 1970, as acusações prescreveram e não foram aceitas na Justiça. Andrea, de 45 anos, na época do abuso, era treinadora de basquete da equipe feminina da Universidade de Temple, onde o ator estudou e para a qual era um importante doador.

Andrea apresentou uma denúncia por estupro em 2005, mas o caso foi arquivado pelo tribunal por evidências insuficientes — ela e o ator teriam chegado a um acordo.

O comediante foi declarado culpado por um júri em abril deste ano pelas acusações de penetração sem consentimento, penetração enquanto a vítima está inconsciente e penetração após ter administrado entorpecente.

(Com agência EFE)