Clique e assine a partir de 9,90/mês

Ben Affleck pediu para programa omitir relação de antepassado com escravos

E-mails da Sony vazados por hackers mostraram que o ator pediu para um programa biográfico não abordar detalhes sobre o assunto

Por Da Redação - 19 abr 2015, 16h03

O ator americano Ben Affleck pediu para que os diretores do programa biográfico Finding Your Roots (Encontrando Suas Raízes, na tradução literal), da rede PBS, omitissem que um de seus antepassados era um dono de escravos. A informação foi divulgada após o portal WikiLeaks, do australiano Julian Assange, ter criado um banco de dados público para armazenar os e-mails da produtora Sony Pictures vazados por hackers no ano passado. Nas mensagens divulgadas, o diretor-geral da Sony, Michael Lynton, e o professor de Harvard e apresentador da atração, Henry Louis Gates, trocam opiniões sobre a solicitação encaminhada por Affleck.

Leia também:

David Fincher e Ben Affleck farão remake de Hitchcock

Diretor de ‘Batman vs Superman’ publica trailer após vazamento

Continua após a publicidade

“Este é o meu dilema”, escreve Gates. “Nunca antes alguém havia tentado censurar o que havíamos descoberto. Trata-se de uma superestrela. O que faremos?”, pergunta. Lynton, então, aconselha o apresentador a não veicular a informação por temer que isso “comprometa a integridade” do ator. Na mensagem final da conversa, Gates deu a entender que incluiria o fato no programa. “Se abrirmos a porta para a censura, perderemos o controle da marca”, disse. No fim, no entanto, a atração não fez nenhuma referência ao antepassado de Affleck.

Em nota, o canal PBS informou que Gates “e seus produtores têm uma pauta editorial independente para conversar sobre as histórias mais interessantes”. Affleck, que interpretará o super-herói Batman em 2016, não é a primeira vítima do vazamento de e-mails. Em mensagens publicadas anteriormente, um diretor descreve a atriz Angelina Jolie como “uma criança mimada com pouco talento”, e em outras podem ser encontrados comentários racistas contra o presidente americano Barack Obama.

(Da redação)

Publicidade