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‘BBB 13’: Kamilla cria universo paralelo na casa de vidro

Candidata a entrar no 'Big Brother' se isola dos confinados, irrita com cantoria e se faz de coitadinha

Por Da Redação - 11 jan 2013, 11h23

De repente, ouve-se uma cantoria. Esganiçada. Sem ritmo nem graça. É sinal de que Kamilla está entrando no universo paralelo que criou dentro da casa de vidro do BBB 13 – instalada em um shopping de São Paulo. Tudo bem que não há muito o que fazer naquela espécie de aquário, onde desconhecidos em fila passam dando tchauzinho e fazendo corações com as mãos – e exigindo o mesmo de volta. Mas irritar os ouvidos dos seus cinco companheiros e do corajoso público que assiste a tudo não deveria ser uma opção.

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Mas Kamilla não se importa. Enquanto os outros candidatos a brother conversam e interagem entre si para ajudar a passar o tempo, ela prefere se voltar para o vidro que os separam dos curiosos e soltar o gogó. Não importa para quem. Já que o alto volume garante que até sem microfone ela seria escutada. Na tarde desta quinta-feira, quando todos tentavam conversar mas a voz da colega se sobressaía – emendando uma música na outra -, Bernardo deu mais uma amostra de (justa) impaciência.

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“Para quem você está cantando, Kamilla?”, pergunta ele. “Para os meus fãs”, responde ela. “Quais?”, insiste Bernardo. “Aquele ali ó“, rebate ela, apontando para um ponto qualquer na multidão do shopping. “Ele pediu para você cantar?”, quer saber ele ainda. “Não, mas eu cantei e ele estava gostando. Algum problema?”, intima a candidata a sister. Ele preferiu se calar, como faz quem consente. Enquanto ela, de costas mais uma vez, volta a cantar “Meu coração é só felicidade”.

Carência – E quando não está cantando ou retocando a maquiagem – o que toma a maior parte do seu tempo -, Kamilla quer discutir a relação. Na terça-feira, depois de apenas quatro dias de confinamento na casa de vidro, ela sofreu um ataque de carência, fez cara de choro e decidiu desabafar: disse que se sentia excluída, porque os novos amigos de infância estavam distantes e não a chamavam quando se abraçavam para tirar fotos para o público.

“Só quero que a gente seja amigo de verdade, poxa”, pediu, no auge de uma utopia típica do estranho mundo dos confinados. Reclamou de cochichos flagrados que desconfiava serem a seu respeito. Todos negaram veementemente. Bernardo até deixou escapar a ordem explícita dos chefões do programa: “Cochicho nem pode fazer. Foi a primeira coisa que a produção falou”. Mas ela estava certa. Pela manhã, Kelly conversava sobre o quanto Kamilla é irritante com Samara, que troca olhares com Bernardo sempre que a sister carente começa mais uma de suas gritarias musicadas.

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A paraense insiste, e adota o discurso daqueles que se conhecem há muitos anos: “Antigamente, a gente brincava, dançava mais, ficava mais em grupo”. Todos decidem mudar de assunto. Sabiamente. Afinal, discutir com alguém que parece viver em outro planeta exige a disposição de entrar nesse mundo de fantasia – onde Kamilla já foi coroada miss.

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