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Axl Rose quebra o pé, mas mantém turnê com Guns N’ Roses

Vocalista promete que vai se apresentar no show de retorno da banda, que acontece nesta sexta-feira

Por Da Redação - 8 abr 2016, 19h31
Guns N' Roses
Guns N’ Roses VEJA

Axl Rose quebrou o pé e passou por uma cirurgia para colocar uma placa e parafusos no osso. O roqueiro deu a notícia nesta sexta-feira, apenas algumas horas antes da abertura oficial da turnê que marca o retorno do Guns N’ Roses em sua formação clássica.

O músico publicou uma foto com o raio-x do pé esquerdo. “Isso é o que acontece quando você faz algo que não pratica há 23 anos”, disse no Twitter. Segundo o site TMZ, a fratura ocorreu quando Axl escorregou no palco durante a apresentação surpresa, em Los Angeles, na sexta-feira passada. Ele passou pela cirurgia no começo desta semana.

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A banda toca nesta sexta e no sábado em Las Vegas e a presença de Axl continua confirmada. O cantor fará a apresentação sentado e também apoiado por um suporte criado especialmente para a situação. De acordo com o TMZ, o show não será encurtado.

Década de 1950

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O rock n’roll deu seus primeiros passos entre o final da década de 1940 e início da de 1950, quando a fusão de estilos como country, blues, R&B e música gospel resultou em uma sonoridade original. Protagonistas dessa primeira fase, marcada pelo chamado rockabilly, Elvis Presley, Carl Perkins, Jerry Lee Lewis, Bill Haley, Chuck Berry e Buddy Holly estão entre os que embalaram o ritmo nascido nos Estados Unidos. De todos os nomes, no entanto, Elvis foi o que mais se destacou. Seu estilo vocal, visual e performático surpreendeu o público, a crítica e também os pais, que o consideravam uma má influência para os filhos. Seu reinado é único até hoje. Elvis é o artista solo com o maior número de discos vendidos na história: mais de 1 bilhão de cópias no mundo todo.

Década de 1960

Nos anos 1960, o rock começa a ganhar o mundo. Ao longo da década, grandes bandas, cantores e cantoras — como Beatles, Rolling Stones, The Doors, Janis Joplin e Jimmy Hendrix — despontaram com som e atitude pautados pelas mudanças culturais que sacudiam o mundo. Empunhando lemas como “paz e amor” e “sexo, drogas e rock n’ roll”, artistas e fãs se reuniram em eventos como o até hoje emblemático Festival de Woodstock, em 1969, que recebeu gente como Hendrix, Janis, Joe Cocker e The Who. Outros nomes importantes despontaram na década, como The Doors, Bob Dylan e Led Zeppelin, que influenciou o surgimento do heavy metal nos anos seguintes. 

No Brasil, o rock n’ roll tem sua semente plantada por bandas como Os Mutantes, formada por Rita Lee, Arnaldo Baptista e Sérgio Dias, e pela Jovem Guarda, capitaneada por Roberto e Erasmo Carlos, Renato e Seus Blue Caps e Golden Boys, entre outras bandas.

Década de 1970

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A década de 1970 começou cinza com a perda de alguns ídolos do rock, como Jimi Hendrix, Janis Joplin e Jim Morrison, que morreram praticamente em sequencia em menos de um ano, entre setembro de 1970 e julho de 1971. Mas as tragédias não impediram que outros grandes nomes surgissem, assim como diferentes vertentes. Uma delas foi o heavy metal, liderada por grupos como Led Zeppelin, Deep Purple e Black Sabbath, junto com seu irmão festeiro e mais melódico, o hard rock, que colocou no mundo gigantes como AC/DC, Queen, Aerosmith e Kiss. O rock psicodélico, ou progressivo, apesar de surgir no final da década de 60, ganha força um pouco depois nas mãos de Pink Floyd, Yes, Supertramp e Genesis, com suas músicas repletas de longos solos de guitarra, teclados e sintetizadores. Em contrapartida, em meados de 1970 a rebeldia e o anarquismo colocaram apenas três acordes em uma guitarra para dar a luz ao movimento punk, que explodiu na Inglaterra e nos Estados Unidos com grupos como Ramones, The Clash, Sex Pistols, Dead Kennedys e o The Stooges.

No Brasil, o punk ganha força com Inocentes, Cólera, Restos de Nada, entre outras. Os anos 70 também foram o berço de outros grandes músicos, como Ney Matogrosso e sua banda, os Secos & Molhados, além do mestre Raul Seixas.

Década de 1980

Nos anos 1980, o rock começa a dividir o espaço entre as multidões com o pop e a dance music, que explode graças a astros como Michael Jackson e Madonna. A fusão entre os dois estilos acabou desencadeando vertentes mais dançantes, como o new wave e o rock alternativo, que fez despontar grupos como Talking Heads, The Smith, The Police, The Cure e New Order. Além do pop rock, guiado pelo U2, o A-Ha e Duran Duran. Ainda na linha do hard rock, outras grandes bandas começam a ganhar destaque, entre elas o Guns N’Roses, Bon Jovi e Def Lepard. No início da década, surge a MTV, que passa a ser a principal emissora de TV especializada em música, e com ela os videoclipes, que deram novo impulso ao gênero.

No Brasil, a década de 1980 pode ser considerada a mais forte e mais importante. A principal fonte de bandas foi a ainda jovem cidade de Brasília, onde apareceram Aborto Elétrico, espécie de semente da Legião Urbana e do Capital Inicial, os Paralamas do Sucesso e a Plebe Rude, entre outros grupos. Longe da capital federal, outras bandas despontaram no cenário nacional, como Titãs, e seu super grupo de nove integrantes, Ira! e Ultraje a Rigor.

Década de 1990

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Outras fusões de estilos colocaram bandas no estrelato entre o final dos anos 1980 e início dos 90. Apesar de formado em 1983, foi em 1991 que o Red Hot Chili Peppers ficou conhecido no mundo todo como um dos precursores da mistura de hard rock e funk, receita de sucesso já comprovada por grupos como Faith No More e Living Colour. No entanto, vale dizer que 1990 foi a década do grunge. Em resposta ao pop, à disco music e a outros ritmos dançantes que dominavam as rádios, jovens de Seattle, com suas camisas de flanela, tênis All Star e calças rasgadas, começaram a criar bandas com um som mais pesado, obscuro, repleto de referências ao heavy metal e ao punk. Entre os principais nomes da cidade, estão Pearl Jam, Soundgarden, Alice In Chains e Nirvana, que, após a morte do líder Kurt Cobain em 1994, viu seu baterista Dave Grohl se tornar um ícone do rock com o Foo Fighters. Um pouco desgastado, o punk ganhou sobrevida com uma vertente que gerou certo preconceito entre os saudosistas da época: o pop-punk. Grupos como Green Day, Blink 182, The Offspring e Millencolin injetaram melodia e versos sobre festas e relacionamentos em um som antes calcado em temas politizados. A década ainda foi marcada pela explosão do britpop na Inglaterra, com bandas como Blur, Oasis e Travis.

A toada de bandas de rock brasileiras continuou nos anos 1990, com a explosão de grupos controversos, como o Planet Hemp e o Pavilhão 9, e de outros que caíram no gosto do público por misturar rock com bom humor, como Mamonas Assassinas e Raimundos. Entre outras bandas de sucesso que viriam a influenciar as gerações seguintes, estavam o Charlie Brown Jr., Chico Science e Nação Zumbi, O Rappa, Jota Quest e Skank.

Década de 2000

Os anos 2000 podem ser considerados o berço do atual indie rock. Os Strokes podem não ter sido os inventores do estilo, que recebeu essa denominação na década de 1980 em referência a bandas independentes como The Smiths, New Order, The Stone Roses e The Jesus and Mary Chain. O grupo liderado por Julian Casablancas, no entanto, foi um dos mais importantes da leva que despontou para o mundo com nomes como Arctic Monkeys, The Black Keys, Kasabian, Franz Ferdinand, Kings of Leon e Kaiser Chiefs. Apesar do relativo sucesso, o período teve os primeiros sinais de desgaste da fórmula do rock, deteriorado pelo aparecimento de grupos como Coldplay, Maroon 5. A situação do pop-punk, por sua vez, decai com o nascimento do emocore, liderado por grupos como My Chemical Romance, Good Charlotte e Simple Plan, com suas músicas extremamente sentimentais e depressivas.

A tendência do emo também ganhou força no Brasil, com bandas como Fresno e NXZero. O esgotamento do rock nacional ficou ainda mais evidente com grupos que conquistaram o estrelato por um breve período, como Detonautas Roque Clube, CPM 22, Pitty, Forfun e Cachorro Grande, que seguem em atividade, mas basicamente restritos aos fã-clubes.

Década de 2010

Já se passaram quatro anos desde o início da década e pode-se dizer que nada de inovador se criou dentro do rock. O cenário atual é dominado pelo indie rock e o pop rock – isso quando esses subgêneros aparecem nas paradas musicais. Entre os grandes nomes de hoje, estão Arctic Monkeys, The Black Keys, Kings of Leon, Muse e Arcade Fire.

No Brasil a situação é ainda mais crítica. Boas bandas continuaram surgindo, ou ganhando força no cenário nacional, como Vivendo do Ócio, Vanguart e Vespas Mandarinas, mas quem realmente conseguiu emplacar hits nas rádios e chamar a atenção – muito pelas suas roupas – foram as chamadas bandas coloridas. A vertente alegre do emocore trouxe um lote de grupos que – felizmente – já não têm mais tanta relevância agora, como Cine, Restart e Hori, que tinha Fiuk como vocalista.

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