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Axés e funks do passado lotam a Rua Augusta, em São Paulo

Bloco do Desmanche trouxe um clima de nostalgia com músicas de Tati Quebra Barraco, Daniela Mercury e Timbalada

Por Rafael Aloi - 7 fev 2016, 20h32

A rua mais conhecida da vida noturna de São Paulo, com suas muitas festas de pop e rock, foi tomada pelo ritmo do axé e do funk das décadas de 1990 e 2000, neste domingo de Carnaval. Na Rua Augusta, que liga o bairro dos Jardins ao centro da cidade, uma multidão seguiu o bloco do Desmanche, que trouxe um clima de nostalgia para a folia paulistana.

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A rua estava repleta de foliões desde a Avenida Paulista, que era longe da concentração. Acompanhar o trio elétrico era um desafio maior do que reproduzir as coreografias de sucessos de Tati Quebra Barraco, Daniela Mercury, Timbalada e outros artistas que levantam multidões há vinte anos. A lotação era esperada, pois a via estava órfã de um bloco – o Acadêmicos do Baixo Augusta, que desfilou na semana passada, transferiu seu trajeto para a Rua da Consolação devido ao público imenso.

A via paralela se tornou uma opção para aqueles que não queriam entrar no aperto, mas, ainda assim, tentavam seguir o trio elétrico. Ao longo do cortejo, a multidão acabou se espalhando pela Praça Roosevelt, que se tornou uma festa alternativa. Os foliões desgarrados se reuniram em rodinhas para beber, ignorando o desfile principal.

A publicitária Lilia Quinaud, de 23 anos, tirou uma bota ortopédica do pé há uma semana e foi para o bloco com uma tala. “Todos os meus amigos estão aqui, eu não ia ficar em casa fazendo nada. Mas, olha, todo mundo do local onde faço fisioterapia está por aí também, até quem fraturou o pé, afinal é Carnaval”, contou.

O bloco do Desmanche desceu a Augusta até o Vale do Anhangabaú, onde encerrou o seu desfile. Aqueles que queriam curtir sucessos de axé com um pouco mais de conforto, porém, se adiantaram e partiram para outro bloco, o Domingo Ela Não Vai (nome em homenagem a banda É o Tchan), que saiu do Viaduto do Chá e foi até a região do metrô São Bento. Neste sim era possível escutar, dançar e curtir melhor os hits do ritmo baiano.

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