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‘Ator de TV sofre’, diz Paola Oliveira, que estreia filme de Ziraldo

Atriz compara a dinâmica da televisão, mais intensa, com a do cinema, onde elenco, direção e produção falam “uma mesma língua”

Por Raissa Pascoal - 6 out 2011, 16h01

A atriz Paola Oliveira, 29, estreia nesta sexta-feira seu quarto longa, Uma Professora Muito Maluquinha, adaptação de história do cartunista Ziraldo. Recém-saída da novela Insensato Coração, onde viveu a insossa heroina Marina, Paola dá corpo agora a outra personagem bem intencionada, apesar de maluquinha. Em conversa com o site de VEJA, a atriz fala sobre o desafio de fazer sempre a mocinha e compara a rotina de filmagens em sets e estúdios de TV.

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Qual a diferença entre fazer um filme e uma novela, com relação à preparação do personagem? A diferença do cinema, de modo geral, é a unidade. Todos trabalham juntos, temos contato com os diretores, com o Ziraldo, para que se fale uma mesma língua no set. A TV é uma coisa imediata e muito dinâmica. Ator de televisão sofre para caramba, o personagem muda a todo o momento. Ele passa pelo filtro dos autores, passa pelo meu crivo e depois ainda tem um diretor que chega lá e, se quiser, muda tudo na hora. Essa dinâmica deixa o ator mais alerta e, de certa forma, mais perspicaz.

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Ter feito uma mocinha em Insensato Coração contribuiu para que você fosse escalada para Uma Professora Muito Maluquinha? Apesar de algumas pessoas falarem que sou um mulherão e de outras dizerem que sou doce, prefiro não me enquadrar num determinado lugar ou papel. A Cate tem de fato uma doçura, esse lado da mocinha. Mas eu não acho que as minhas mocinhas sejam necessariamente iguais. A Marina foi totalmente real, diferente, ousada, difícil das pessoas comprarem. E a Cate é um desafio por ter mais trabalho de composição do que as outras, por ser do interior, ter um pouco de sotaque, não cair no estereótipo do filme infantil high tech. É mais fácil você fazer personagens que tenham a mesma base, mas é muito mais difícil de você se renovar.

Por que você a Marina foi uma personagem difícil para você? Difícil porque ela é muito real. Ela era muito real, ficou com ódio, sentiu raiva. Começou um relacionamento com outra pessoa. Foi uma oportunidade que tive de interpretar uma mocinha com atitude.

Por que agora você se voltou para o infantil? A diferença do seu primeiro filme, Entre Lençóis (2008), para este é grande. Se a gente não arriscar, mesmo na carreira, não cresce. Entre Lençóis foi feito para um determinado público, teve suas dificuldades, várias por sinal. Depois que ele foi lançado, surgiram muitas questões.

Que dificuldades e questões? Pessoas questionando a nudez no cinema. Mas foi um roteiro em que eu acreditei, acho que o cinema permite que você ouse um pouco mais, as pessoas saem de casa para ver, exige vontade, escolha.

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Quais são seus próximos trabalhos? Não tenho nada em mente. Estou pensando em sair de férias desde que acabou a novela e ainda não consegui. Acho que é um momento bacana também para renovação, reciclagem. Quando você abre o leque, faz um curso ou lê um livro, você tem um tempo para se renovar em todos os sentidos, e isso também faz parte do seu trabalho. É esse tempinho que eu queria para mim.

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