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Arco Madri abre com estandes de 215 galerias

Por AE

São Paulo – Uma fileira de bandeiras hasteadas em bases de concreto, rígidas, se transformou, este ano, numa espécie de monumento sobre a crise da União Europeia na Arco Madri, feira de arte contemporânea, aberta ontem, na capital espanhola. Trata-se da obra “Questão Nacional”, do gaúcho Marlon de Azambuja, que vive e trabalha em Madri.

A Espanha – a Europa – passa por um de seus piores momentos de arrocho econômico. Mesmo assim, a Arco 2012, que tem hoje sua inauguração oficial com a presença do príncipe Felipe e na sexta abre-se para o público, continua sua toada, reunindo, nesta edição, estandes de 215 galerias e apresentando a Holanda como país convidado. É um número considerável de participantes.

“A feira Miami Basel é a concorrente direta da Arco e tirou muito a força da representação latina aqui”, diz a galerista paulistana Luciana Brito, que integra o comitê do evento espanhol. Apenas quatro galerias do Brasil integram o Programa Geral da atual edição da feira de Madri – além do estande de Luciana, em que os destaques são o painel da fotoperformance “Art Must Be Beautiful”, de Marina Abramovic, e instalação de Ricardo Basbaum, há as paulistanas Casa Triângulo (com obras de Eduardo Berliner, Camila Sposati, Sandra Cinto e Albano Afonso, entre outros), Dan Galeria (com concretos e neoconcretos de altos valores) e Ybakatu Espaço de Arte (de Curitiba). Para se fazer uma comparação, a feira Miami Basel de 2011, realizada em dezembro nos EUA, contou com 17 galerias brasileiras.

Mas há mais Brasil na Arco 2012. Na seção Solo Projects: Focus LatinoAmérica, de mostras individuais, o brasileiro Cauê Alves participou do grupo de curadores do segmento e estão entre os selecionados as artistas Lia Chaia (galeria Vermelho), Rochelle Costi (Luciana Brito) e Ester Grinspum (Transversal), além da dupla Dias&Riedweg (representados pela marchande Filomena Soares, de Lisboa).

É possível ainda ver criadores nacionais no novo programa expositivo da feira, o Solo Objects, para esculturas ou instalações escultóricas de grande porte – dele participam Azambuja, pela galeria madrilenha Max Estrella, e Adriano Amaral (da Transversal). Outros criadores nacionais estão espalhados pelos estandes de galerias estrangeiras, como as obras de Lygia Pape, destaque do espaço de Graça Brandão, de Portugal. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.