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Amy Adams, ‘Deadpool’ e os esnobados pelo Oscar 2017

De atores a toda uma produção, confira a lista de VEJA sobre os maiores injustiçados da premiação

Todos os anos, ao anunciar os concorrentes ao Oscar, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas desaponta profundamente as expectativas de fãs e da crítica especializada — que não cansam de “xingar no Twitter”. Amy Adams — já tida nas redes sociais como “o novo Leonardo DiCaprio” —, protagoniza a maior polêmica: a ruiva era elegível para a categoria de melhor atriz tanto por A Chegada, quanto por Animais Noturnos, mas acabou fora da corrida. Deadpool também foi esquecido. Apesar de todas as críticas positivas que recebeu e as muitas indicações ao Globo de Ouro, no Oscar, o super-herói da Marvel acabou sem nenhuma categoria.

Confira abaixo os principais “foras” da 89ª edição do Oscar:

Amy Adams

Filme "A Chegada" Cena do filme ‘A Chegada’

Cena do filme ‘A Chegada’ (/Divulgação)

Apesar de contar com dois filmes poderosos na manga, A Chegada e Animais Noturnos, Amy Adams não foi indicada por nenhum deles ao prêmio de melhor atriz. A ausência da ruiva na lista foi lamentada nas redes sociais por fãs e críticos que se surpreenderam com sua performance em ambas as produções. Alguns até alegaram que a veterana Meryl Streep, indicada pela 20ª vez ao Oscar, deveria “pular” essa edição e abrir espaço para concorrentes em ascensão, como Amy.

 

Trolls

Cena do filme 'Trolls', dirigido por Mike Mitchell e Walt Dohrn Cena do filme ‘Trolls’, dirigido por Mike Mitchell e Walt Dohrn

Cena do filme ‘Trolls’, dirigido por Mike Mitchell e Walt Dohrn (/Divulgação)

Colorido, divertido e musical, o filme da Dreamworks agradou às crianças (e aos pais em busca de mensagens fofinhas e otimistas), mas não à Academia, que deixou o longa de fora da categoria de melhor animação. Dublador de Tronco, o troll cinzento e rabugento, Justin Timberlake ficará responsável por representar a produção na cerimônia com a performance de Can´t Stop The Feeling, que concorre ao prêmio de melhor canção original.

Trabalho Interno

'Trabalho Interno', cruta escrito e dirigido pelo brasileiro Leo Matsuda (Foto: Reprodução/ Walt Disney Studios) ‘Trabalho Interno’, curta escrito e dirigido pelo brasileiro Leo Matsuda (Foto: Walt Disney Studios)

‘Trabalho Interno’, curta escrito e dirigido pelo brasileiro Leo Matsuda (Foto: Walt Disney Studios) (/)

Escrito e dirigido pelo brasileiro Leo Matsuda, o curta sobre a dualidade cérebro-coração abre as sessões de Moana: Um Mar de Aventuras. A produção chegou aos pré-selecionados da categoria de curta de animação do Oscar, mas não foi indicada, levando consigo a única possível representação do Brasil no prêmio.

Jackie

Natalie Portman como Jackie Kennedy no filme 'Jackie' Natalie Portman como Jackie Kennedy no filme ‘Jackie’

Natalie Portman como Jackie Kennedy no filme ‘Jackie’ (/Divulgação)

A excelente interpretação de Natalie Portman no papel-título não foi esquecida, mas Jackie merecia mais. O longa dirigido por Pablo Larraín aborda a inesperada viuvez da primeira-dama dos Estados Unidos, concentrando-se nos amargos quatro dias posteriores ao assassinato de John F. Kennedy, e poderia figurar entre os indicados a melhor filme.

Animais Noturnos

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Famoso no mundo da moda, o estilista Tom Ford demonstrou maturidade e eficiência em seu segundo trabalho como diretor de cinema. Animais Noturnos é um thriller psicológico de primeira linha repleto de camadas e contrastes – principalmente entre o feio e o belo – e que certamente deveria concorrer às categorias de melhor filme e direção. A única indicação do longa ao prêmio ficou com Michael Shannon como melhor ator coadjuvante.

Estrelas Além do Tempo

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Embora indicado ao prêmio de melhor filme, a boa trilha sonora de Estrelas Além do Tempo foi ignorada pelo Oscar. Pharell Williams encabeçou a composição das canções originais, embaladas por jazz, respingos da música cristã e um afinadíssimo coro de mulheres negras.

Deadpool

Ryan Reynolds interpreta o personagem "fora da curva" Deadpool (VEJA.com/Divulgação) Ryan Reynolds interpreta o personagem “fora da curva” Deadpool (VEJA.com/Divulgação)

Ryan Reynolds interpreta o personagem “fora da curva” Deadpool (VEJA.com/Divulgação) (//Divulgação)

Todo o burburinho ao redor do “super-herói para adultos” não rendeu ao filme nenhuma indicação ao Oscar. Ryan Reynolds, o protagonista, era uma aposta para o prêmio de melhor ator, e embora a produção dificilmente chegasse aos indicados a melhor filme, estava bem cotada para grande parte dos prêmios técnicos.

Elle

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O longa rendeu à francesa Isabelle Huppert o Globo de Ouro de melhor atriz em filme de drama. Ela consolida o bom trabalho com uma indicação na mesma categoria do Oscar. Contudo, o belíssimo e intrigante Elle não passou nem pela primeira peneira da Academia para o prêmio de filme estrangeiro. Uma pena.

Comentários

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  1. Marcio da Silva

    O esquerdoscar sempre dá dessas! E ainda tem a cota racial obrigatória após todo borburinho da última edição, meritocracia, pra quê?

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  2. Igor Pricandi

    Não esqueçamos 2010. O ano de Avatar. Filme fantástico. Mas a academia por inveja dos sucessos de James Camerom se vingaram dando o prêmio a sua ex-mulher Kathryn Ann Bigelow, por guerra ao terror. O tempo fez justiça a Cameron. Não é só a qualidade que manda em Hollywood.

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  3. César Augusto

    Esse lixo do Oscar não merece crédito nenhum. Quantos filmes de quinta que ninguém se lembra mais venceram enquanto clássicos que passam até hoje nem foram indicados? Chaplin nunca ganhou um Oscar por um filme, só deram um pelo conjunto da obra para tentar se desc3lpar da estupidez que cometeram.

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