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Além do frevo e do maracatu: jazz e blues florescem no Recife

Lar de estilos tradicionais, Recife abre espaço para outros ritmos — e população aprova

A capital pernambucana não tem título de multicultural à toa. Além da tradição das orquestras de frevo e dos tambores do maracatu, Miles Davis, B. B. King, Billie Holiday e Muddy Waters também têm seu público e sua vez nos palcos da cidade. Venha com o projeto #hellocidades da Motorola e descubra onde aproveitar noites de jazz e blues no Recife que podem transformar sua experiência na terra do frevo.

Foi ao ouvir os ídolos do rock Jimi Hendrix e Eric Clapton e a banda Led Zeppelin, que o músico Rodrigo Morcego se interessou pelo blues. “Eles despertaram em mim a vontade de explorar as suas referências e incorporá-las nas minhas músicas. Minha preferência pela guitarra também vem do classic rock e do blues, onde o instrumento está sempre presente como expressão do gênero”, diz.

Guitarrista profissional há 18 anos, Morcego é figura constante e referência na cena blues do Recife. Todas as semanas, pode ser encontrado às segundas-feiras no bar Casa da Moeda (Rua da Moeda, 150), no Bairro do Recife, e, aos domingos, no Canela Gastrobar (Rua Caio Pereira, 100), no bairro do Rosarinho – sempre acompanhado da sua guitarra.

“No Recife, temos locais que abraçam a proposta de incluir o blues em sua programação musical, o que contribui muito para a formação de público e desperta a atenção e o interesse pelo gênero. Há uma pequena, mas prestigiosa, agenda de blues em nossa cidade”, diz.

Guitarrista Rodrigo Morcego aprova o interesse crescente das pessoas por jazz e blues no Recife (Rodrigo Morcego/Divulgação)

Eleito pela Veja Comer & Beber 2017/2018 como o melhor bar na categoria Música ao Vivo, o Canela Gastrobar é um dos redutos blueseiros no Recife. Aos domingos, a partir das 19h, a programação musical do local é tomada pelo gênero, e as mesas ficam cheias de apreciadores. Durante a semana, outros ritmos se apresentam no palco do bar, mas às quintas-feiras, quinzenalmente, o blues volta a reinar. A agenda de shows do Canela Gastrobar pode ser conferida no Instagram ou na página no Facebook.

São também dedicadas ao blues as segundas-feiras do bar Casa da Moeda, na famosa Rua da Moeda, no Recife Antigo. O palco fica montado na calçada, local onde também estão as mesas preferidas dos frequentadores, e quem passa pela rua pode aproveitar o show de clássicos do gênero. A Recife Blues Session, como é chamada a noite, começa às 21h30.

O músico Léo Silva é um dos que costumam aproveitar as segundas da Casa da Moeda para curtir um blues. “Houve um tempo em que a cena era mais forte, com mais eventos e festivais voltados pro gênero, mas a jam da Casa da Moeda às segundas é bem legal para quem gosta desse tipo de música”, diz.

É também para lá que vai o professor universitário Marcos Antonio Santos quando o programa é ouvir boa música. “Além da música, gosto do clima do local. Amo o blues e o jazz e sempre estou ouvindo Muddy Waters, John Lee Hooker, Billie Holiday, Miles Davis… Ultimamente conheci Didier Lockwood, músico francês que toca jazz com o violino, que, inclusive, foi atração do [Festival] Mimo deste ano”, conta.

É ao jazz, gênero consagrado por Miles Davis e Chet Baker, que são dedicadas as noites de sábado do Empório Nova Raiz (Avenida Herculano Bandeira, 513), espaço na Galeria Joana D’arc, no bairro do Pina. Com o nome de Nova Raiz Jazz Club, o projeto reúne músicos da cena pernambucana para apresentações mais livres recheadas por improvisações criativas. Já passaram por lá os músicos Amaro Freitas, Sérgio Soares (Banda Sinfônica do Recife), Israel Silva e Rostan Jr. (da banda do cantor Zé Manoel) e Curb Jazz. A noite jazzística começa às 21h.

Agora que você já sabe aonde ir para ter uma noite  musical dedicada ao jazz e ao blues, não esqueça de registrar o momento e usar a hashtag #hellocidades. Reconecte-se com os ritmos do Recife com o hellomoto.com.br.