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A Miss Suécia made in Brazil

A mais bela mulher do país nórdico nasceu em São Luís, no Maranhão, e já perdeu um concurso de beleza sob acusação de ser antipática

Por Guilherme Dearo - 20 abr 2013, 11h44

Como você foi escolhida o rosto mais bonito da Suécia sendo brasileira?

Sei que é irônico uma estrangeira ganhar. Mas acho que foi justamente esse o motivo da minha vitória. As suecas são todas altas, magras, loiras e de pele muito branca. Eu, sendo mais morena e com um rosto latino, chamei atenção. Acho que eles queriam uma beleza diferente desta vez. Se fosse no Brasil, seria muito mais difícil eu ganhar.

O que você foi fazer na Suécia?

Minha mãe se casou com um sueco e mudamos para cá em 2005, mas em 2009 eu passei um tempo no Brasil.

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Foi quando você ganhou o Miss Maranhão, mas foi desclassificada por ser antipática. O que houve?

O motivo eu não sei. Sei que, na véspera do Miss Brasil, fiquei sabendo por jornalistas que haveria uma festa para anunciar a nova miss Maranhão. Não entendi nada, a miss Maranhão era eu! Entrei de surpresa na festa e peguei o organizador anunciando para o público que eu estava doente, por isso não poderia mais ser a representante do estado. Foi humilhante.

E o que você fez?

Quando apareci e viram que eu não estava doente coisa nenhuma, o organizador mudou o discurso e disse que eu tinha sido eliminada por não ser simpática. E também por ter faltado a compromissos oficiais. Tanto era tudo mentira que

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ganhei 40.000 reais de indenização no processo que movi contra ele. Realmente, não sei o que a segunda colocada fez para convencer esse senhor a dar o meu lugar a ela.

E você se acha antipática?

Claro que não. Tenho muita facilidade para conversar e fazer novas amizades. E vou usar isso para ganhar a final do concurso do rosto mais bonito da Europa em novembro, na França.

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