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A glória e a tragédia do Titanic ganham atração em Belfast

A maior atração aberta à visitação sobre o Titanic será inaugurada no local de nascimento do transatlântico, Belfast, na Irlanda, neste mês, 100 anos depois do dia em que a construção do condenado navio foi finalizada.

A capital norte-irlandesa recorda assim “o navio mais famoso do mundo desde a arca de Noé” e celebra a lenda que continua viva na imaginação das pessoas mesmo passado um século da tragédia.

“O que houve no Titanic foi um desastre. Mas o Titanic em si não foi”, afirmou o diretor-executivo do Titanic Belfast, Tim Husbands, à AFP. “Foi um símbolo de ambição, um símbolo de esperança”.

A atração conta a história do transatlântico, de sua concepção, na época do boom industrial de Belfast, até seu lançamento e posterior naufrágio.

A construção, com seis andares e revestida de alumínio, tem a forma e o porte de quatro proas do Titanic que podem ser avistadas de qualquer ponto, uma representando o Titanic e as outras seus dois navios irmãos, Olympic e Britannic.

“É o começo de uma nova era: essa é a nossa Torre Eiffel, é o nosso Guggenheim, e é a nossa hora de mudar completamente a visão das pessoas de todo o mundo sobre a nossa cidade”, afirmou Claire Bradshaw, chefe do marketing do Titanic Belfast.

Os últimos ajustes nas nove galerias interativas estão sendo feitos para o lançamento, no dia 31 de março.

O maior e mais ambicioso navio de seu tempo bateu em um iceberg em sua viagem pelo Oceano Atlêntico, partindo de Southampton para Nova York, e afundando em 15 de abril de 1912. Dos 2.224 passageiros a bordo, 1.514 morreram.

O visitante irá experimentar a história do navio por meio de efeitos especiais, imagens e áudio gerados por tecnologia avançada e monitores touch screen com atividades interativas e vai vivenciar ambientes como as opulentas acomodações da primeira classe, a cabine da terceira classe e toda a maquinaria.

Há ainda uma parte direcionada especialmente para o naufrágio, onde as luzes diminuem, o frio toma conta; são momentos de horror e heroísmo.

A atração tem também um banco de dados sobre os passageiros e tripulação, e o Centro de Exploração do Oceano, que mostra imagens do fundo do mar. Uma pesquisa, ainda em curso, sobre a gradual degradação do navio será monitorada a partir dali.

Os dois andares superiores abrigam a Suíte Titanic, o salão onde se realizavam os grandes banquetes, contendo, inclusive, um réplica da enorme escadaria, representada também no blockbuster de 1997 estrelado por Leonardo DiCaprio – e agora será, provavelmente, cenário de muitas fotos de casamento de Belfast.

Planejada por nove anos, a construção teve um investimento de 97 milhões de libras, em um misto de verba pública e privada.

Foram três anos para a construção e dez meses para ajustes – o mesmo tempo que o próprio Titanic.

O Titanic Belfast espera receber 425 mil visitantes em seu primeiro ano e 80 mil tickets, custando 13,5 libras cada, já foram vendidos antecipadamente.