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A antiga Roma vista pelo buraco da fechadura

Cotidiano de pessoas comuns que viviam no Império Romano há mais de dois mil anos é retratado em exposição que chega a São Paulo nesta quarta

A história do Império Romano costuma ser contada, quase sempre, sob a ótica dos conflitos bélicos que levaram à conquista de um território que chegou a compreender de Portugal ao Oriente Médio. Mas, enquanto as dinastias brigavam por espaço e se alternavam no poder, o povo romano construía um cotidiano ao mesmo tempo particular e universal, dadas as características que legou ao Ocidente. Exemplo disso é a influência exercida hoje pelas celebridades sobre a sociedade: naquela época, ela advinha dos imperadores e de suas mulheres. A exposição Roma – A Vida e os Imperadores, que abre nesta quarta no Museu de Arte de São Paulo (Masp), reúne 370 peças que mostram aspectos triviais dessa vida de 2.000 anos atrás.

De VEJA de 21/09/2011: ‘A Vida e os Imperadores’: Roma de cima a baixo

“O objetivo da mostra é retratar o Império Romano de um ponto de vista realista e isso só é possível pela análise do modo como os romanos viviam, se relacionavam, trabalhavam e rezavam”, diz o curador Guido Clemente, professor de História Romana da Universidade de Florença. A exposição, que faz parte da programação do Momento Itália no Brasil, chega a São Paulo após passar por Belo Horizonte. Há a possibilidade das peças serem exibidas no Rio de Janeiro, mas ainda não há confirmação.

Na mostra, organizada em ordem cronológica, há desde peças de indiscutível valor histórico, como a Cabeça Colossal de Júlio César e a estátua do deus Júpiter, até copos, talheres e bancos usados pelos cidadãos comuns. O objetivo não é indicar que peças têm maior apelo histórico, e sim mostrar como o trivial faz parte da história, e não apenas os grandes personagens dos livros didáticos.