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15 filmes que prometem causar no Oscar e Globo de Ouro

Até março, os cinemas serão invadidos por títulos com potencial para arrebatar prêmios, principalmente a estatueta da Academia

No começo de 2018, as salas de cinema estarão agitadas com os filmes que podem fazer barulho nas premiações, em especial, no Globo de Ouro, que ocorre em 7 de janeiro, e no Oscar, em 4 de março. Conheça alguns dos títulos que devem despontar como favoritos.

A Forma da Água

Estreia: 1º de fevereiro

Dirigido por Guillermo del Toro (O Labirinto do Fauno), o longa foi agraciado com quatro prêmios no Festival de Veneza, entre eles o Leão de Ouro de melhor filme. Com excelentes críticas, a produção está entre as favoritas ao Oscar. No Globo de Ouro, arrebatou sete indicações. Ambientada nos anos 1960, acompanha a relação de uma zeladora muda, que trabalha em um laboratório secreto do governo com uma criatura fantástica presa no local. O elenco conta com Sally Hawkins, Michael Shannon, Richard Jenkins e Octavia Spencer.

O Destino de uma Nação

Estreia: 11 de janeiro

Gary Oldman (O Espião que Sabia Demais) está a um passo de conquistar sua primeira estatueta no Oscar. O ator inglês tem arrebatado elogios por sua interpretação como o ex-primeiro-ministro britânico Winston Churchill. Quase irreconhecível sob a maquiagem, ele dá vida ao mandatário durante a II Guerra Mundial, enquanto conduz um tratado de paz com a Alemanha nazista e lida com a extradição dos soldados presos na praia de Dunquerque. Apesar da indicação a Oldman, o Globo de Ouro deu às costas ao filme. Mesmo assim, deve ter melhor sorte no Oscar.

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Me Chame pelo seu Nome

Estreia: 18 de janeiro

A coprodução entre França, Itália, EUA e Brasil é um romance solar, que acompanha a paixão de um adolescente (Timothée Chalamet) com um acadêmico mais velho (Armie Hammer). O encontro acontece com uma bela paisagem italiana de fundo e se desenrola de forma natural sob a direção de Luca Guadagnino (Um Mergulho no Passado). A elogiada produção levou o prêmio de melhor filme no Gotham Awards e tem oito indicações ao Spirit Awards — duas das principais premiações do cinema independente mundial, tratadas como termômetro do Oscar. A expectativa é que o longa esteja entre os indicados de melhor filme das principais cerimônias de 2018.

A Grande Jogada

Estreia: 1º de fevereiro

Jessica Chastain (A Hora mais Escura) deve conquistar uma terceira indicação ao Oscar (já é a quarta ao Globo de Ouro) ao interpretar Molly Bloom, ex-garçonete que organizou milionárias mesas de jogos exclusivos, que lhe renderam o apelido de Princesa do Pôquer. Mais tarde, acabou investigada pelo FBI por ligação com a máfia russa. Inspirada em uma história real, a produção marca a estreia na direção de Aaron Sorkin, famoso roteirista que ganhou o Oscar por A Rede Social. O elenco ainda conta com Idris Elba e Kevin Costner.

Dunkirk

Estreou em julho de 2017

Dirigido por Christopher Nolan (Interstellar), o filme de II Guerra Mundial aborda o mesmo episódio de O Destino de uma Nação, mas pelo ponto de vista dos soldados e não do estadista Winston Churchill. Esquecidos à própria sorte na praia de Dunquerque, na França, fuzileiros britânicos sofrem constantes ataques do exército nazista e contam apenas com a ajuda de civis do outro lado do Canal da Mancha, que investem em um arriscado resgate. Destacam-se as cenas realistas de batalha. Apesar de ter estreado no meio do ano, os produtores têm trabalhado para não deixar os votantes da Academia se esquecerem dele. No Oscar, deve acumular indicações técnicas. Nolan talvez consiga, enfim, uma indicação para direção.

Corra!

Estreou em maio de 2017

Das produções independentes lançadas em 2017, esta foi um dos mais comentadas, seja pela questão racial ou pelo clima de horror e suspense — e um toque inesperado de ficção cientifica. Curiosamente, o Globo de Ouro o incluiu como comédia, mas o a tensão prevalece e os risos são nervosos. O filme acompanha um jovem negro (Daniel Kaluuya, de Sicario: Terra de Ninguém), que acompanha a namorada branca em um final de semana com a família dela, no sul dos Estados Unidos. Apesar de ser bem recebido, ele não consegue esconder um certo desconforto, principalmente em relação aos empregados da casa, também negros.

Três Anúncios para um Crime

Estreia: 15 de fevereiro

Pesa a favor desta comédia dramática criminal a escolha do público no Festival de Toronto. Nos últimos dez anos, o vencedor desse prêmio só não foi indicado ao Oscar uma vez. No Globo de Ouro, aparece em seis categorias e tem boas chances com a atriz Frances McDormand (Fargo e Queime Depois de Ler). Ela vive uma mãe que pressiona as autoridades para que solucionem o assassinato de sua filha. Trabalhar tal tema com humor não é problema para o diretor Martin McDonagh, acostumado ao tom mórbido com títulos como Na Mira do Chefe e Sete Psicopatas e um Shih Tzu.

Lady Bird: É Hora de Voar

Estreia: 15 de fevereiro

A atriz Greta Gerwig (Frances Ha) dirige seu segundo longa — o primeiro, Nights and Weekends, segue inédito no Brasil. Apesar de ter ficado de fora da categoria no Globo de Ouro — entrou como roteirista —, ela tem colhido elogios pelo seu trabalho. Saoirse Ronan (Brooklyn), também indicada, faz uma jovem em conflito com sua família e o sistema. Já levou vários prêmios de associações de críticos na atual pré-temporada do Oscar.

O Projeto Flórida

Estreia 1º de março

Depois do elogiado Tangerine, Sean Baker apresenta uma curiosa história familiar. Durante um verão, uma menina de 6 anos e sua mãe moram em um motel chamado The Magic Castle Motel, administrado por Bobby (Willem Dafoe, de Anticristo, indicado ao Globo de Ouro, como coadjuvante). Com visual de cores vivas, remetendo a Wes Anderson e seu universo fabular, a história também lembra Indomável Sonhadora. Tem o perfil de filme independente que costuma agradar a alguns acadêmicos.

The Post: A Guerra Secreta

Estreia: 1º de fevereiro

Não dá para deixar de fora das previsões uma produção que reúne Steven Spielberg (dois Oscar de direção), Meryl Streep (três estatuetas) e Tom Hanks (duas estatuetas). Juntos, eles somam 41 indicações da Academia. Dessa vez, eles abordam um cenário real, os bastidores do jornalismo político no início dos anos 1970. Pressionado a não publicar uma reportagem sobre documentos sigilosos do Pentágono, o editor do Washington Post Ben Bradlee (Hanks) precisa contar com o apoio da herdeira do jornal, a tímida Katharine Graham (Streep), para passar por cima de uma ordem judicial e bater de frente com o governo. Importantes associações de críticos têm escolhido este o filme do ano.

Trama Fantasma

Estreia: 22 de fevereiro

Com três estatuetas do Oscar no currículo, é praticamente barbada apostar em uma indicação a Daniel Day-Lewis em seu reencontro com o diretor Paul Thomas-Anderson, com quem fez Sangue Negro (uma das vitórias). Ainda mais por ele ter afirmado que se aposentadoria logo depois. No Globo de Ouro, o ator garantiu seu lugar, mas o filme foi ignorado nas demais categorias. Na Londres dos anos 1950, um estilista prestigiado se apaixona por uma jovem e a transforma em sua musa.

Eu, Tonya

Estreia: 15 de fevereiro

Só pelo risco de levar ao cinema a biografia da patinadora Tonya Harding, uma das figuras mais odiadas do esporte, esta produção já mereceria respeito. O formato escolhido pelo diretor Craig Gillespie é ainda mais curioso, optando pelo muitas vezes pelo humor. A atleta era uma das mais promissoras de sua geração até 1994, quando seu marido pagou capangas para quebrarem as pernas de uma rival dela, Nancy Kerrigan. A protagonista é encarnada por Margot Robbie (a Arlequina, de Esquadrão Suicida). A atriz, considerada uma das mais belas da atualidade, transformou-se fisicamente para o papel, algo sempre levado em conta pelos votantes.

Artista do Desastre

Estreia: 25 de janeiro

O astro James Franco (127 Horas), escreve, dirige e atua nesta comédia que mostra os bastidores do filme apontado como um dos piores já produzidos em Hollywood. De 2003, The Room é inacreditavelmente ruim. Talvez por isso tenha se tornado cult, pois é intrigante imaginar como um aspirante a ator de talento questionável, como o misterioso Tommy Wiseau, conseguiu produzí-lo, gastando cerca de seis milhões de dólares. Em atuação nada contida, o próprio Franco faz o protagonista. A Academia ama quando se vê na tela e também se rasga por perdedores que fazem de tudo por um sonho.

O Rei do Show

Estreia: 25 de dezembro

Grande surpresa das indicações do Globo de Ouro, o filme conta a história de Phineas Taylor Barnum, que, no século 19, criou o show business. Visionário, o empresário americano apostou no sucesso comercial de espetáculos musicais, antes vistos apenas como um entretenimento barato e passageiro. Polêmico, também se meteu em diversas fraudes. Ele é interpretado por Hugh Jackman (Logan), que conseguiu uma indicação como ator de comédia ou musical. Com direção do estreante Michael Gracey, a produção disputa em outras duas categorias.

Todo o Dinheiro do Mundo

Estreia: 18 de janeiro

Esse é o filme que quase não foi lançado por causa das denúncias de assédio e abuso sexual que atingiram Kevin Spacey em setembro. Como a produção não queria nenhuma ligação com o ator, a participação dele foi apagada digitalmente e substituída pela de Christopher Plummer. Tudo muito rápido. Por isso, surpreende que tenha abocanhado três indicações ao Globo de Ouro, inclusive a de Plummer, como ator coadjuvante. Ele faz o milionário do petróleo J. Paul Getty, que, nos anos 1970, se recusou a pagar três milhões de dólares pelo resgate do neto. Também foram lembrados o diretor Ridley Scott e a atriz Michelle Williams.