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007: Rami Malek exigiu que vilão não ‘refletisse ideologia ou religião’

Ator não queria que sua descendência egípcia fosse utilizada para caracterizar fundamentalista religioso

Por Redação - Atualizado em 3 jul 2019, 17h08 - Publicado em 3 jul 2019, 16h59

Escalado para viver um vilão no 25º filme da franquia 007, o ator Rami Malek contou, em entrevista ao tabloide britânico The Daily Mirror, que só aceitou o papel com uma condição: ele exigiu que o personagem “não refletisse uma ideologia ou religião”.

Filho de imigrantes egípcios, o vencedor do Oscar por Bohemian Rhapsody não queria que sua descendência fosse usada de forma caricata. “Não podemos identificá-lo (o personagem) com qualquer ato de terrorismo que reflita uma ideologia ou uma religião”, disse Malek ao diretor Cary Fukunaga. “Se esta é razão de eu ser sua escolha, então não poderá contar comigo.” Contudo, ele descobriu que “esta não era a visão. Ele é um terrorista de um tipo completamente diferente”, explicou.

O ator ainda elogiou o roteiro e falou sobre como se sente fazendo parte de uma franquia de filmes tão famosa. “É um roteiro extremamente inteligente, vindo de gente que descobriu exatamente o que as pessoas querem nesses filmes. Mas eu sinto um peso enorme nos meus ombros. Bond é algo com o qual todos crescemos.”

Apesar de ter nascido em Los Angeles, nos Estados Unidos, Rami Malek é muito ligado às suas raízes e se considera egípcio. No ano passado, ele disse que “não há primeira geração nem segunda geração” de imigrantes. “Eu cresci ouvindo música egípcia. Adorava Uum Kulthum. Adorava Omar Sharif. Sou apaixonado e intimamente ligado à cultura egípcia. É a combinação de quem eu sou.”

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Ainda sem um título oficial, o próximo 007 tem estreia prevista para abril do ano que vem. Além de Daniel Craig como James Bond, Ben Whishaw, Lea Seydoux, Naomie Harris e Ralph Fiennes retornam para o novo longa.

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