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USP sobe 8 posições e é 43ª em ranking de universidades

Levantamento avalia relevância de pesquisas que instituições oferecem na web

A Universidade de São Paulo (USP) subiu oito posições e agora ocupa a 43ª posição do Webometrics Ranking Web of World Universities, que classifica as instituições de ensino superior de acordo com a relevância de pesquisas disponíveis on-line. No levantamento anterior, feito em janeiro deste ano, a USP ocupava a 51ª posição. A universidade paulista é também a primeira na América Latina e a única brasileira entre as cem melhores do mundo.

No topo da lista, está o Massachusetts Institute of Technology (MIT), seguido pela Universidade Harvard e Stanford. As 15 primeiras posições são ocupadas por universidades americanas. Entre as 50 melhores, figuram instituições da Inglaterra, Taiwan, Canadá, Japão e México.

Entre as universidades latino-americanas, o Brasil ocupa sete das dez primeiras posições. Depois de USP, aparecem a Universidade Nacional Autônoma do México (49ª), seguida pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS, 150ª), Unicamp (158ª), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ, 170ª) e Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC, 206ª). Completam a lista a Universidade do Chile (247ª), a Universidade Estadual Paulista (Unesp, 260ª), a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG, 265ª) e a Universidade de Buenos Aires (278ª).

Desde 2004, o ranking da Webometrics é divulgado duas vezes ao ano, nos meses de janeiro e julho. Ao todo, são analisadas cerca de 20.000 instituições de ensino. Promovido pelo Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC) da Espanha, o ranking leva em conta, entre outros critérios, a visibilidade das universidades na internet, ou seja, as citações relevantes em publicações especializadas e materiais acadêmicos confiáveis disponíveis na internet.

Em outros rankings, como o Times Higher Education, um dos mais tradicionais rankings do ensino superior, as universidades brasileiras aparecem em posição de menor destaque. A USP aparece na 232ª posição e é a instituição latino-americana mais bem colocada. A Unicamp também figura na lista, em 248ª.

Mais uma vez, as americanas dominam o pódio, com as cinco melhores colocações. As universidades britânicas de Oxford e Cambridge dividem a sexta colocação. Entre os critérios analisados pelo THE estão: internacionalização, qualidade do ensino, inovação, citações e pesquisa.

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