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Universidades brasileiras caem em ranking de países emergentes

A USP continua como a instituição mais bem colocada do Brasil, na 10ª posição do ranking; a segunda melhor posição é da Unicamp

Por Da redação - Atualizado em 20 jul 2016, 14h53 - Publicado em 20 jul 2016, 13h21

Pelo segundo ano consecutivo, as universidades brasileiras perderam espaço no ranking das melhores instituições de ensino superior dos países emergentes, os chamados Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), segundo classificação da consultoria britânica Quacquarelli Symonds (QS), divulgada na última terça-feira (19). Em 2016, o Brasil tem sete universidades dentre as 50 melhores, duas a menos do que em 2015. O ranking completo está disponível no site da QS.

A Universidade de São Paulo (USP) continua como a melhor colocada instituição do Brasil, na 10ª posição. No entanto, este é o segundo ano que a universidade perde colocações – em 2015 era a 9ª e em 2014, 7ª. A segunda melhor instituição brasileira é a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) que aparece em 12º lugar, o mesmo do ano passado.

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Outras quatro universidades brasileiras que aparecem no top 50, mas também perderam posição neste ano, são a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Estadual Paulista (Unesp), a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) saíram da lista das 50 melhores.

A análise incluiu o rendimento das 250 melhores universidades das cinco nações que compõem o Brics. O Brasil é o terceiro com o maior número de universidades, com 54 instituições no ranking. O país fica atrás da China que tem 86 instituições e  Rússia, com 55. Na lista das dez principais instituições, a China lidera com 7 universidades. Brasil, Índia e Rússia têm apenas uma instituição cada uma nessa lista.

Critérios – O ranking QS é elaborado com base em oito indicadores de desempenho: reputação no meio acadêmico, no mercado de trabalho, reputação de professores, taxa de professores com doutorado, de artigos indexados por professor, citações por artigo, taxa de professores estrangeiros e taxa de estudantes estrangeiros.

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Os dois últimos quesitos, que em geral desfavorecem as universidades brasileiras, respondem por 5% do cálculo. Metade dele leva em conta a reputação no meio acadêmico (30%) e no mercado de trabalho (20%). A USP, por exemplo, é avaliada com 100% de desempenho nos quesitos de reputação acadêmica e de professores e na taxa de professores com doutorado. Mas é avaliada com 77,4% em citações por artigo e 43% na taxa de estudantes e professores estrangeiros.

(com Estadão Conteúdo)

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