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Unicamp é única brasileira no mais respeitado ranking de ‘universidades jovens’

Instituição avança 16 posições no estudo da publicação 'Times Higher Education' que elenca as cem melhores universidades com menos de 50 anos

Por Lecticia Maggi 19 jun 2013, 17h02

A publicação britânica Times Higher Education (THE), responsável pelo mais respeitado ranking internacional de universidades, divulgou nesta quarta-feira-feira uma lista com as cem melhores instituições de ensino superior com menos de 50 anos de existência. Para o Brasil, uma boa e uma má notícia: a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que ocupava o 44º lugar em 2012, avançou 16 posições e chegou à 28ª colocação. Por outro lado, a Universidade Estadual Paulista (Unesp), que havia se classificado na 99ª posição na última edição, ficou de fora neste ano. O Brasil é o único país da América do Sul a figurar no ranking e também o único do chamado BRIC, grupo de nações em desenvolvimento formado por Brasil, Rússia, Índia e China.

Em entrevista ao site de VEJA, Phil Baty, editor da revista, afirmou que a Unicamp progrediu nos treze indicadores considerados pelo estudo. Contudo, a evolução mais expressiva foi registrada no item que mede a qualidade da produção científica da universidade e o quanto ela contribui para o conhecimento global.

“É nítido o esforço da instituição no sentido de disseminar e tornar mais influentes as pesquisas que produz. A atual posição ocupada pela Unicamp no ranking de novatas sugere que em breve poderemos encontrá-la também ranking principal, que apresenta as 200 melhores universidades do mundo”, diz. Na última edição desse levantamento, que desconsidera a idade das universidades, o Brasil foi representado apenas pela USP, na 158ª posição. A Unicamp apareceu listada entre a 251ª e a 275ª posições – após a 200ª colocação, as instituições são reunidas em grupos de 25.

Apesar dos elogios à Unicamp, Baty admite que esperava um desempenho melhor do Brasil no ranking de instituições jovens. “É preocupante que um país com o tamanho e a riqueza do Brasil seja capaz de destacar apenas uma universidade. Além disso, considerando todos nossos rankings, as únicas ‘estrelas’ do país são do estado de São Paulo”, diz. “Isso é um indicativo de que muito ainda precisa ser feito para que as universidades brasileiras se tornem competitivas”.

Pelo segundo ano consecutivo, a lista de melhores universidades jovens é encabeçada pela Universidade de Ciência e Tecnologia de Pohang, na Coreia do Sul. Em segundo lugar, está a Escola Politécnica Federal de Lausana, na Suíça, seguida pelo Instituto de Ciência e Tecnologia Avançada, também na Coreia do Sul (conhecido como Kaist).

Com dezoito instituições na lista, a Grã-Bretanha é a nação com maior representatividade. Depois, destaca-se a Austrália, com treze. Vale registro ainda o bom desempenho de França e Espanha, com sete e seis nomes cada um, respectivamente. Segundo Baty, o estudo mostra que séculos de história e tradição ou uma boa reputação não são suficientes para manter universidades tradicionais no topo. Caso queiram continuar na dianteira, elas precisarão trabalhar duro: “As instituições jovens estão mostrando um potencial enorme de crescimento e são sérias candidatas a se tornarem forças globais”.

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Confira o ranking completo no site da THE.

*Com reportagem de Victor Bonini

*Atualizada às 9h15 de 20/06 para alteração de informação

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