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Tempo integral em SP não garante melhor aprendizado

Números do Ideb mostram que não há diferença entre alunos das redes normal e integral

Por Da Redação - 4 jan 2013, 16h26

Apontadas como salvação para o ensino público, as escolas de tempo integral não garantem melhor resultado no aprendizado. Pelo menos é assim nas 309 unidades com o modelo ligadas à Secretaria Estadual de Educação de São Paulo. Dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), divulgados em agosto pelo Ministério da Educação (MEC), revelam que não há diferença de aprendizagem entre alunos da rede normal e os de tempo integral.

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Nessas escolas, nos dois ciclos do ensino fundamental, as notas de matemática, apesar de serem mais altas, estão na mesma faixa na escala de proficiência (que mostra o que o aluno é capaz de fazer). Dessa forma, os alunos sabem a mesma coisa, independentemente de onde estudam.

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Nos anos iniciais do ensino fundamental (1º a 5º ano), a média das 115 escolas avaliadas é 218,6, ainda distante do ideal, já que são consideradas adequadas as notas acima de 225 nessa fase. A média do estado é 213,1. Já nos anos finais (6º a 9º ano), a média de matemática das 197 escolas avaliadas foi 248,2. O adequado é que se fique acima 300. Na média do estado, a nota nessa disciplina para o ciclo foi 244,3.

O desempenho de matemática é aferido pela Prova Brasil, avaliação que, com as taxas de rendimento, compõe o Ideb. O nível de matemática é considerado referencial por ser um conhecimento basicamente escolar.

Apesar de serem em número muito menor que o conjunto da rede (o que pode influenciar negativamente as médias), as escolas de tempo integral apresentaram comportamento similar. No anos finais, por exemplo, mais da metade das 195 escolas com esse ciclo não teve avanço no índice entre 2009 e 2011. Dessas, 39% tiveram queda. Nos iniciais, a situação das escolas de tempo integral é melhor: 59% das 115 escolas estaduais com esse modelo conseguiram avanços.

O Ideb traça metas a serem alcançadas a cada dois anos, quando o índice é produzido. Das escolas de tempo integral de São Paulo que oferece anos finais, 46% não conseguiram alcançar suas metas. O índice é superior à média de todas as escolas do estado. Nos anos iniciais, os índices são melhores, mas a rede normal tem resultados superiores. Nenhuma das escolas de tempo integral tem nota 6 ou superior a isso, considerada a meta do país.

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O modelo de ensino integral criado em 2006 durante o mandato anterior do governador Geraldo Alckmin (PSDB) foi implementado em 514 escolas de ensino fundamental. Sem obter o resultado esperado, o sistema foi sendo enxugado ao longo dos anos. Neste ano, apenas 285 unidades devem fazer parte do programa do estado de ensino integral. No sistema, o aluno fica na escola das 7h às 16h10. O currículo conta com oito oficinas obrigatórias, dadas no contraturno, além do currículo normal.

(Com Estadão Conteúdo)

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