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Quase 100% dos brasileiros entre 7 e 14 frequentam a escola, diz IBGE

No ensino médio, porém, somente 50,6% dos adolescentes entre 15 e 17 vão às aulas

Por Da Redação - 1 set 2010, 13h08

Atualmente, cerca de 10% da população maior de 15 anos é formada por analfabetos

Pesquisa divulgada nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que o Brasil apresentou avanços significativos na área da educação nas últimas duas décadas. O estudo aponta, porém, que alguns problemas educacionais persistem, tais como a elevada taxa de analfabetismo e a baixa escolaridade da população.

A boa notícia é que a universalização do ensino fundamental está em vias de ser alcançada. De acordo com o levantamento do IBGE, o porcentual de crianças entre 7 e 14 anos de idade que frequentam o ensino fundamental passou de 86,6% em 1992 para 97,9% em 2008, com poucas diferenças entre homens e mulheres e entre brancos e negros/pardos.

No ensino médio, no entanto, a universalização ainda parece distante, já que somente 50,6 % dos adolescentes de 15 a 17 anos frequentavam o ensino médio em 2008. Ainda assim, o levantamento mostra que 84,1% dos jovens nessa faixa etária frequentam a escola, mas não estão no ensino médio, como deveriam. O dado sugere que essa faixa etária enfrenta outro grave problema: não evolui como deveria na escola e não ocupa as séries correspondentes à idade.

Analfabetismo – Apesar do alto porcentual de crianças e jovens na escola, a taxa de analfabetismo no Brasil se mantém alta. Atualmente, cerca de 10% da população maior de 15 anos é formada por analfabetos, o que corresponde a aproximadamente 14,2 milhões de pessoas.

A pesquisa do IBGE salienta que o analfabetismo é maior entre negros/pardos (13,6%) do que entre os brancos (6,2%). Entretanto, as diferenças vêm caindo ao longo do tempo: em 1992, a diferença era de 15 pontos porcentuais; em 2006, de 8 pontos porcentuais, e de 7,4 pontos percentuais em 2008.

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A disparidade entre as taxas de analfabetismo nos diferentes estados também chama atenção. Na região Nordeste, os maiores índices: Alagoas (25,7%), Piauí (24,3%) e Paraíba (23,5%). Já no Rio de Janeiro, em Santa Catarina e em São Paulo, os índices registrados foram menores do que 5%.

Escolaridade O ideal é que as pessoas de 25 anos ou mais tenham, no mínimo, 11 anos de estudo, que corresponde ao ensino médio completo. No entanto, a análise da escolaridade no Brasil, no período de 1992 a 2008, revela médias inferiores a 8 anos de estudo, ou seja, muitos não completam sequer o ensino fundamental.

As médias de anos de estudo mais baixas ocorrem na região Nordeste, variando entre 5 em Alagoas e 6,3 em Sergipe – todos os estados da região têm índices inferiores à média nacional. O Distrito Federal, o Rio de Janeiro, o Amapá e São Paulo possuem médias que correspondem à conclusão do ensino fundamental, ou seja, iguais ou superiores a 8 anos de estudo.

Se analisados por sexo, os dados mostram que, no período de 1992 a 2008 – e principalmente a partir de 2001 -, as mulheres passaram a deter maiores médias de anos de estudo. Esta conquista, porém, não significou equidade salarial. Em média, as mulheres têm um rendimento mensal de 814,00 reais, enquanto os homens, de 1.204,00 reais. Em quase todos os estados brasileiros, as mulheres possuem maior escolaridade que os homens e, naquelas em que isto não ocorre, as diferenças são muito pequenas.

Quanto à escolaridade por cor ou raça, há desigualdade entre brancos, negros e pardos, e esta diferença se alterou muito pouco no período da série histórica trabalhada. Em 1992, os negros e pardos de 25 anos ou mais de idade tinham 2,3 anos de estudo a menos do que os brancos da mesma faixa etária. Em 2008, essa diferença era de dois anos.

No total, o IBGE analisou 55 indicadores sociais, ambientais e econômicos.

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