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Programa nas escolas do Rio usa games para ensinar matemática

Projeto do Sesi tem objetivo de aprimorar raciocínio lógico e corrigir deficiências de alunos e professores no ensino médio

Das quatro operações básicas a conceitos mais complexos, como conjuntos ou frações, as noções de matemática aprendidas na escola vão acompanhar – ou deveriam – o estudante pelo resto da vida. E quanto melhor for a capacidade de um jovem de raciocinar de forma lógica, em tarefas comuns do dia a dia, maiores serão as chances de conseguir posições no mercado de trabalho. Um programa lançado na manhã desta quinta-feira, no Rio de Janeiro, tem como objetivo elevar a qualidade do ensino de matemática, a partir de recursos tecnológicos que tornam divertida a atividade, seja para alunos ou professores.

O Sesi Matemática, do Serviço Social da Indústria – parte do sistema Firjan – é voltado para o ensino médio e começa imediatamente nas escolas Sesi/Senai da rede pública do estado. Os recursos e o método desenvolvido para o programa, no entanto, estão disponíveis para escolas de todo o país. Algumas entidades de peso são parceiras da ação, como o Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada, o IMPA, referência brasileira no tema e celeiro de quadros com formação de ponta, a Secretaria Estadual de Educação e a empresa inglesa Mangahigh, de tecnologia de informação voltada para jogos de matemática.

Em uma próxima fase do programa, será criada na Barra da Tijuca a Casa Sesi Matemática, um centro aberto ao público para exibir de forma permanente conteúdo lúdico e interativo para aproximar os jovens do universo dos números. O objetivo é que a casa seja uma versão para a matemática do que é o Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo.

Desempenho – As deficiências de uma parte da população brasileira com o raciocínio lógico e os conceitos matemáticos têm efeitos para além das notas escolares. Uma pesquisa feita pela Firjan com cerca de 600 empesas no país indica que a falta de competência nessa área são deficiências apresentadas por um grande contingente de trabalhadores. Entre as empresas que manifestaram insatisfação com o desempenho dos funcionários, 38,1% informaram que “na maioria das vezes” falta competência matemática (contagem/raciocínio lógico) ao empregado; e 33,2% relataram que o problema ocorre “com alguma frequência”.