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Professores de federais trocam aumento por reestruturação de carreira

Sindicato protocola proposta, mas governo considera negociações encerradas

Por Da Redação 23 ago 2012, 19h10

Parados há cerca de cem dias, professores de universidades federais protocolaram nesta quinta-feira uma contraproposta à oferta feita pelo governo federal em julho. O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) e o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) abrem mão do aumento salarial e dão preferência à reetruturação da carreira.

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Eles pedem que, a cada degrau de progressão, os professores tenham ajuste de 4% – antes, o percentual desejado era 5%. Segundo a presidente do Andes, Marinalva de Oliveira, a categoria também decidiu acatar o piso de início de carreira proposto pelo governo, de 2.000 reais. “Pleiteávamos 2.500 reais, salário inicial considerado ideal pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).”

Apesar da contraproposta, o governo considera as negociações encerradas. No último dia 3, foi assinado um acordo com o Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes). O Andes e o Sinasefe, contudo, alegam que o Proifes representa a minoria dos docentes – o que invalidaria o acordo.

E o governo não dá sinais de que voltará a conversar. Nesta quinta-feira, o secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, reuniu-se com a Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) e o comando nacional de greve da Polícia Rodoviária Federal (PRF), mas não recebeu os professores.

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