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Pesquisa: 51% dos jovens querem empreender em 6 anos

Levantamento com 46.107 jovens brasileiros das cinco regiões do país indica que 56% deles querem abrir um negócio. Eike Batista é o "líder mais admirado"

Por Da Redação - 21 ago 2012, 19h04

Ter um negócio próprio já faz parte dos sonhos de 56% dos jovens brasileiros, sendo que 51% deles pretendem empreender em um prazo de até 6 anos. Os dados são de uma pesquisa realizada pela Cia de Talentos, agência de recrutamento, em parceria com a Nextview People, empresa de pesquisas em gestão e desenvolvimento de pessoas.

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Em sua 12º edição, a pesquisa ouviu 46.107 pessoas entre 20 e 26 anos das cinco regiões do país. O resultado mostra uma mudança abrupta em relação ao ano passado. Ao responder a pergunta “qual o nome da empresa de seus sonhos?”, a resposta “negócio próprio” ficou em 4º lugar neste ano – atrás apenas de trabalhar no Google, na Petrobras e na Vale. Em 2011, 101 empresas foram mais citadas do que o desejo de empreender.

Para a consultora de recursos humanos e sócia da Cia de Talentos Maíra Habimorad , o resultado está atrelado a maior busca da geração Y por satisfação pessoal. “Os jovens querem trabalhar em uma área com a qual se identifiquem. Então, nada melhor do que criar um negócio em um setor que tenham interesse”. Segundo ela, são identificadas duas grandes necessidades na faixa etária avaliada: “vontade de realizar-se profissionalmente fazendo o que gosta e de deixar uma marca positiva no mundo”.

Segundo ela, os bons exemplos de jovens empreendedores, como o amplamente citado Mark Zuckerberg (criador do Facebook), estimulam os mais novos a empreender, mesmo diante de outras alternativas profissionais. “A tecnologia permite que muitos jovens arrisquem por vontade, não somente por necessidade”, afirma.

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Os jovens da região Norte são os que mais querem ter um negócio próprio, seguidos pelos da Centro-Oeste, Sul e Nordeste. O Sudeste do país fica com a última posição. “As regiões Norte e Nordeste são menos saturadas, o que torna um pouco mais fácil criar algo”, considera Maíra.

Ao mesmo tempo em que aumentou o interesse pelo empreendedorismo, diminuiu de 87% para 75% o índice dos que também avaliam trabalhar em empresas privadas.

No quesito taxa de empreendedorismo (porcentagem de empreendedores em relação à população adulta do país) o Brasil ficou com a 8ª posição entre 54 países analisados. Está à frente, por exemplo, dos Estados Unidos, que atingiram apenas o 16º lugar. Contudo, o país ainda está bem distante dos vizinhos Peru e Colômbia, em que 82% e 77% dos jovens, respectivamente, afirmaram que gostariam de empreender.

Líder – Eike Batista foi a personalidade mais citada pelos jovens brasileiros na questão “líder mais admirado”. Empreendedorismo e capacidade de inovar do empresário foram as justificativas utilizadas por 61% dos entrevistados para a escolha.

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Amostragem menor – Uma pesquisa realizada em 2011 pela Nextview People com 4.000 jovens em todo Brasil trouxe resultados ainda mais surpreendentes. Isso porque 78% dos entrevistados afirmaram que têm a intenção de empreender.

Mais da metade (54,3%) alegou que gostaria de abrir um negócio porque acredita que, desta forma, conseguirá independência financeira ao mesmo tempo em que realiza algo “interessante”. Outros 37,2% admitem que precisam aprimorar seus conhecimentos para gerir um negócio.

O estudo indica também que 12,5% dos jovens já se definem como empreendedores, sendo que quase todos (95,5%) se consideram felizes profissionalmente e mais de 50% atua no segmento de serviços.

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