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Para o governo brasileiro, inglês fraco não é obstáculo para bolsistas brasileiros que vão ao exterior

Programa Ciência sem Fronteiras reduz exigências relativas a domínio do inglês para custear estudantes na Grã-Bretanha

Por Da Redação 7 fev 2013, 11h27

A alta taxa de reprovação dos estudantes brasileiros que concorreram a uma bolsa na Grã-Bretanha paga pelo programa federal Ciência Sem Fronteiras levou o governo brasileiro, a embaixada britânica e a Universities UK, entidade que faz a ligação entre bolsistas e instituições de ensino, a reduzir a pontuação mínima exigida dos candidatos nos exames de proficiência em língua inglesa. A reprovação dos estudantes se deve principalmente ao nível insatisfatório do domínio do idioma estrangeiro.

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Das 4.000 bolsas liberadas para que brasileiros estudem na Grã-Bretanha, apenas 1.800 – ou 45% do total – foram preenchidas. A redução da pontuação mínima já está em vigor e consta de uma das retificações do edital do programa, que teve suas inscrições encerradas no dia 25 de janeiro.

Originalmente, os candidatos tinham que obter, por exemplo, 72 pontos nas quatro modalidades do Toefl – um dos exames de certificação de proficiência no idioma. Com a nova regra, a exigência caiu para 42 pontos. No caso do Ielts, o outro exame aceito para a seleção, era necessário que o estudante atingisse a pontuação de 5,5 nas quatro modalidades da avaliação. Agora, ele só precisa obter 4,5 em duas habilidades para ser aprovado.

O candidato que não conseguir a nota necessária na avaliação do idioma estrangeiro, mas for aprovado nos demais quesitos do CsF, terá de participar de um curso intensivo de inglês na Grã-Bretanha com duração de três ou seis meses. O curso é bancado pelo governo brasileiro. “Gostaríamos de ver ocupada a maior parte das vagas ofertadas pelas 110 universidades britânicas”, diz Jaqueline Wilkins, consultora em educação da embaixada britânica. “Por isso, a partir deste ano, os alunos que atenderem aos requisitos do programa, mas não atingirem a nota mínima em seus exames de proficiência, serão beneficiados com cursos de inglês intensivos na Grã-Bretanha.”

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Os estudantes brasileiros que participarem dos cursinhos de reforço serão submetidos a um novo teste de proficiência ao final. Quem não conseguir a pontuação originariamente estabelecida será obrigado a retornar ao Brasil.

O vice-reitor e pró-reitor de Coordenação Acadêmica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS), Rui Vicente Oppermann, elogia o programa, mas questiona o fato de o aluno aprender o idioma no exterior. “O governo tem de avaliar muito bem o custo-benefício de enviar alunos brasileiros para aprender inglês na Grã-Bretanha. Temos capacidade para preparar os aluno com um custo menor aqui no Brasil”, diz. Segundo Oppermann, os alunos deveriam ser enviados para estudar no exterior da maneira como o programa foi originalmente concebido, para que se aperfeiçoem em tecnologia.

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), um dos órgãos que administram o Ciência sem Fronteiras, informou que a flexibilização dos requisitos linguísticos faz parte da estratégia do programa de ampliação a participação de alunos.

O CNPq ressaltou ainda que é necessário que os alunos tenham um nível de proficiência mínimo para o acompanhamento das aulas nas universidades. Para a próxima oferta de vagas na Grã-Bretanha – com previsão para início dos estudos no exterior em setembro de 2013 -, a embaixada britânica espera preencher grande parte das 2.000 bolsas previstas por semestre.

(Com Estadão Conteúdo)

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