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Não deu certo: escola sofre linchamento virtual

Após atividade com fantasias de gari e empregada receber duras críticas na internet, redes sociais de colégio foram invadidas com comentários ofensivos

Com a repercussão negativa da atividade “se nada der certo” dos alunos do terceiro ano do ensino médio, as páginas da Instituição Evangélica do Novo Hamburgo (IENH) nas redes sociais têm recebido diversos comentários ofensivos. Segundo a mãe de uma aluna da instituição, que preferiu não se identificar, usuários chegaram a criticar a escola até mesmo em posts com fotografias de crianças do ensino básico, acusando-a de “indução subliminar para formar crianças preconceituosas”. A responsável disse ainda estar com “medo até de sair com a filha de uniforme na rua”.

O “linchamento” virtual começou na segunda-feira. O alvo da ira: uma atividade em que estudantes se fantasiaram de faxineiros, ambulantes, vendedores e moradores de rua, suas supostas alternativas “se nada der certo”, ou seja, se não passarem no vestibular. Para milhares de usuários, a ação, que aconteceu em 17 de maio e foi divulgada na página do Facebook da instituição, é um desrespeito aos diversos profissionais.

A atividade faz parte do projeto “Dia D”, que envolve alunos da Comissão de Formatura do IENH, agências de formatura e a direção da instituição. O tópico ‘se nada der certo’ teve cobertura, com fotos e vídeos, do site bombô, que também assina uma página no Jornal NH, veículo impresso local. Com a repercussão negativa, o portal apagou, nesta segunda-feira, a matéria e, no lugar, divulgou a nota de esclarecimento produzida pelo IENH complementando que: “As críticas manifestadas devem ser absorvidas com respeito”.

Segundo o pronunciamento do colégio, que já tem mais de 9.300 reações no Facebook, “atividades como essa auxiliam na sensibilização dos alunos quanto à conscientização da importância de pensar alternativas no caso de não sucesso no vestibular e também a lidar melhor com essa fase”. A instituição disse ainda que houve um “mal entendido com a concepção e realização da atividade, que não teve o objetivo de discriminação”. Procurada pela reportagem de VEJA, a assessoria da instituição informou que a diretoria estava em reuniões sobre o assunto e não poderia fornecer maiores esclarecimentos até a conclusão desta reportagem.

“Se nada der certo” 

Para a mãe da aluna da IENH, “foi uma surpresa ver que uma instituição de qualidade tenha aprovado tal prática dos alunos”. “A escola é uma aliada no processo de construção do cidadão, mesmo que a base venha de casa. Ela poderia ter identificado, sozinha, o problema dessa atividade, que não pode ser tratada como brincadeira. Ofender e denegrir a imagem de outras pessoas não é brincadeira”. Além disso, para ela, é grave que só agora o assunto tenha repercutido. “A atividade passou pela escola, pelas famílias, pela imprensa local e ninguém se deu conta da gravidade”.

Escola de Porto Alegre promove o trote "Se nada der certo" e alunos se fantasiam de gari, atendente de supermercado, morador de rua Escola de Porto Alegre promove o trote “Se nada der certo” e alunos se fantasiam de gari, atendente de supermercado, morador de rua

Escola de Porto Alegre promove o trote “Se nada der certo” e alunos se fantasiam de gari, atendente de supermercado, morador de rua (Reprodução/Reprodução)

Comentários

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  1. “Ódio de classe, mimimi”. Que preguiça…

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  2. Só um esquerdopata ou um alienado é que vê algo de errado na atitude desta escola.
    A escola só mostrou a realidade do Brasil, por mais que os esquerdopatas não gostem, ou que, continuem acreditando no “país das maravilhas” do socialismo falido.
    Aliás, esta choradeira e este “mimimi” do policiamento autoritário do “politicamente correto” já está se tornando insuportável, para qualquer pessoa de bom senso.

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  3. Michael Cardoso

    “Brincadeira” extremamente infeliz. Lamentável que o brasileiro ainda mantenha essa mentalidade imbecil, de menosprezo ao trabalho não diplomado. Coisa de caipira.

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  4. Grappa Fellini

    que legal, agora a Veja bloqueia meus comentários

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  5. A redação da Veja precisa ser mais criteriosa em suas manchetes.
    O assunto só teve “9.300 reações”, mas não diz, quantas foram negativas ou positivas.
    E, mesmo que todas fossem negativas, é um universo muito pequeno de pessoas, para falar em “linchamento virtual”, pois qualquer postagem insignificante no facebook ou no youtube ultrapassa as dezenas de milhares de “reações”.
    Fazer um “auê” todo por esta quantidade não significativa de “reações” chega a ser uma propaganda uma simples negativa da escola, com base em visões de mundo que a “redação” deseja impor à uma sociedade que pensa muito diferente deles.
    Portanto, mais uma vez, é preciso acabar com esta patrulha e esta ditadura da “politicamente correto” , pois ninguém mais aguenta tanto “mimimi”.

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  6. CHEGA, da ditadura do “politicamente correto”

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  7. Cesar8002UTB

    Sempre, sempre o mesmo mimimi dessa corja vermelha de idiotas incapazes de pensar por conta própria.

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  8. Julio Andrade

    kkkkk , trabalhar no McDonald´s !!! Quei sso gente, é só uma brincadeira vamos levar numa boa …..

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  9. Osmar Serrragem

    Esquerdistas idiotas mostram (sem querer) todo seu preconceito e patrernalismo. “Garis são muito uteis…” Suas bestas, voces queriam dizer é que gari é uma profissão digna e que o gari pode se orgulhar da sua cidadania? Aprendam a pensar, suas bestas! Vão estudar num bom Colégio, como o Marista São José, de Porto Alegre!

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  10. É esquisito isso.
    O problema não é que cria crianças preconceituosas, pois elas veem todos os dias os garis, os serviçais, as “funcionárias do lar” em suas casas, etc.. Faz parte da vida delas. Percebem o quanto essas pessoas ganham pouco, fazem trabalhos braçais, estão vivendo assim exatamente porque não estudaram. No Brasil. Nos EUA ganham muito bem.
    Mas aí vem os esquerdopatas e fazem um auê sobre “luta de classes”, “preconceito”, etc.. Não é essa a questão.
    O problema mesmo é a falta de criatividade dos dirigentes dessa escola fazendo uma tentativa ingênua de causar, ao mesmo tempo, horror e motivação, para seus alunos serem alguém na vida estudando.
    Não é assim que se motiva alguém para o esforço, o mérito, o estudo, o aprendizado. Esse é o real problema.
    Por que não necessariamente o uso de profissionais menos qualificados para comparação é o problema? Ora, os pais de todos nós sempre dizem, “não querem estudar? Então vão limpar latrinas. Vão ser garis. Vão ser isso ou aquilo”. Isso já está dentro dos nossos lares e não é visto como preconceito. Então parem de mimimi.
    Sim, tem de estudar para ser alguém na vida.
    Mas vocês aí da escola, sejam mais criativos e inteligentes.

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