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Ministério Público dá novo parecer contra liberação da USP Leste

Campus está fechado desde o início de janeiro por determinação da Justiça. Início das aulas está previsto para março

O Ministério Público Estadual (MPE) deu nesta terça-feira um novo parecer contra a liberação do campus Leste da Universidade de São Paulo (USP), interditado desde janeiro por problemas ambientais.

Segundo o documento enviado à Justiça, não é possível afirmar que está afastado o risco de explosões no local, contaminado por gás metano e óleos minerais cancerígenos. O pedido de reabertura havia sido feito pela USP na última semana.

Já a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) informou que “os últimos dados de medição dos gases na área continuam não constatando uma situação de risco iminente”, mas é necessário o sistema para remover o metano. De acordo com a USP, a instalação de chaminés e bombas de extração de gases para a unidade já foram contratadas.

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Na quarta-feira passada o MPE abriu outro inquérito contra o ex-diretor do da USP Leste, José Jorge Boueri Filho, para investigar a responsabilidade pelo depósito de terra de origem desconhecida na unidade entre 2010 e 2011. Segundo o MPE, o material usado na terraplanagem feita para a construção do prédio estava contaminado com óleos minerais nocivos à saúde.

A Promotoria do Patrimônio Público da capital apura ainda se houve improbidade administrativa nos gastos com a reparação dos problemas ambientais: não teria sido realizada, por exemplo, licitação para depositar a terra no local. Boueri Filho, afastado da diretoria da unidade desde setembro, é questionado sobre origem, nome do fornecedor, modo de transporte, instrumento jurídico para aquisição e preço da terra contaminada.

Na última reunião com os coordenadores e suplentes dos cursos da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH), que funciona no campus, foi cogitado o prazo de 10 de março para que os estudantes iniciassem as atividades deste ano letivo. As aulas nos demais campus da USP começaram no dia 19. O prazo, entretanto, não é definitivo e deve se estender com a decisão do MPE.