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Justiça do Rio manda professores voltarem ao trabalho

Greve iniciada no dia 12 foi considerada ilegal. Sindicato pode pagar multa

Por Pâmela Oliveira, do Rio de Janeiro 27 Maio 2014, 20h33

O Tribunal de Justiça (TJ) do Rio de Janeiro considerou ilegal a greve de professores no Estado, que completou duas semanas, e determinou que eles voltem ao trabalho na quarta-feira. A decisão da presidente do TJ, Leila Mariano, ainda fixa multa de 300.000 reais por dia para o sindicato da categoria, em caso de descumprimento. Além disso, os funcionários que continuarem de braços cruzados serão considerados faltosos e poderão ter desconto no salário e corte de ponto.

Os educadores da rede municipal, que iniciaram paralisação também no dia 12 de maio, terão uma reunião com a secretária de educação, Helena Bomeny, na manhã de quarta. Uma hora antes do encontro, eles farão uma “vigília” em frente à sede da prefeitura. Convocado pelo Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), o grupo pretende seguir em passeata para pressionar o governo a conceder aumento de 20% no salário.

Na segunda-feira, cerca de 200 educadores deram aula de má-educação, durante protesto na porta do hotel onde os jogadores da seleção brasileira se apresentavam para a Copa. Os docentes cercaram o ônibus que transportava a delegação brasileira, vaiaram os jogadores, bateram na lataria do veículo e fizeram gestos pouco educados para o que se espera de pessoas que têm papel importante na formação dos brasileiros.

Na última quinta-feira, mais um exemplo vergonhoso. Um grupo de cerca de mil profissionais da educação parou o trânsito em uma parte da Zona Sul do Rio, durante protesto em frente ao Palácio Guanabara, sede do governo estadual. Durante a manifestação, uma jornalista da Rede Globo foi cercada e ameaçada por professores que exigiam que ela se retirasse do local. Descontrolados, alguns lançaram garrafas e cones contra a jornalista, que chegou a ser intimidada com um cabo de vassoura.

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