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Justiça abre processo contra fraudadores do exame da OAB

Prova foi realizada em fevereiro e anulada em seguida

A Justiça Federal abriu processo contra 37 pessoas envolvidas em fraude da segunda fase de Exame da Ordem dos Advogados (OAB), realizada em fevereiro deste ano – e anulada após os indícios do problema. A denúncia foi feita pelo Ministério Público Federal em Santos decorrente da Operação Tormenta da Polícia Federal. Nove pessoas estão presas preventivamente.

Por conta do grande número de réus, o MPF pediu a subdivisão do caso em três ramos, o que foi aceito pela 3ª Vara Federal de Santos. A subdivisão ocorreu para facilitar a instrução penal, disse o ministério.

O primeiro dos três processos tratará do esquema de venda de respostas pelos mentores da fraude, o advogado Antonio Di Luca, de 71 anos, e a psicopedagoga Mirtes Ferreira dos Santos, de 57 anos, com base na Baixada Santista. O casal era aliado do jornalista Antônio Carlos Vilela e do motorista Renato Albino, que vendiam colas impressas de maneira independente por 20 mil reais cada.

Ainda segundo o MPF, os mentores supostamente estavam previamente acertados com o diretor da faculdade de Direito da UniSanta, Norberto Moreira da Silva, que lhes pagou 9 mil reais para que arranjassem professores para a montagem de um cursinho de três dias em que seriam abordados os temas que cairiam na segunda fase do Exame da Ordem.

O curso foi ministrado nos dias 25, 26 e 27 de fevereiro por dois advogados para um grupo de bacharéis em Direito formados na UniSanta contatados pelo diretor Silva. O cursinho “vip” teve em torno de 10 alunos e não foi divulgado pela universidade.