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Governo americano aperta o cerco contra o bullying nas escolas

Segundo os dados recolhidos pelo braço de pesquisas do governo no ano passado, um terço de todos os alunos entre 12 e 18 anos sentiram-se ameaçados ou assediados na escola

A recente série de suicídios envolvendo jovens vítimas de bullying fez, nesta terça-feira, com que o governo dos Estados Unidos enviasse uma carta a milhares de escolas e universidades em todo o país, advertindo os educadores para o cumprimento de sua responsabilidade na prevenção do assédio no ambiente escolar, como preveem as leis federais.

A carta é fruto de uma revisão na legislação e nas jurisprudências que tratam de assédio sexual, racial e outros no ambiente escolar. Funcionários do governo admitiram que o envio da carta foi apressado em vista aos casos de suicídio.

A Casa Branca divulgou a carta para esclarecer as responsabilidades legais das autoridades em escolas públicas e em faculdades e universidades sob leis federais, disseram os funcionários. Certas formas de bullying estudantil podem violar as leis federais antidiscriminação.

“Estou escrevendo para lembrá-lo que alguns erros de conduta de estudantes sob o âmbito da política antibullying também podem levar à responsabilidade em uma ou mais das leis federais antidiscriminação”, diz a carta, assinada por Russlynn H. Ali, secretário-adjunto de direitos civis.

Segundo os dados recolhidos pelo braço de pesquisas do departamento no ano passado, um terço de todos os alunos entre 12 e 18 anos sentiram-se ameaçados ou assediados na escola. “As pessoas precisam acordar”, disse Ali. “Temos uma crise em nossas escolas em que a intimidação e o assédio parece ser um rito de passagem, e isso não precisa ser assim.”

“O assédio pode assumir muitas formas, incluindo ações verbais e xingamentos, demonstrações gráficas ou escritas, que podem usar celulares ou a internet ou outra conduta que possa ser fisicamente ameaçadora, prejudicial ou humilhante”, diz a carta. “O assédio não envolve apenas a intenção de prejudicar, ser dirigida a um alvo específico ou envolver incidentes repetitivos. O assédio cria um ambiente hostil quando a conduta é suficientemente grave, generalizada ou persistente, de modo a interferir ou limitar a capacidade do aluno em participar de serviços, atividades e oportunidades oferecidas pela escola. O assédio com base em raça, cor, origem étnica, sexo ou deficiência viola as leis federais de direitos civis”, completa o documento.