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Fracassa licitação para construção de prédio principal da Unifesp em Guarulhos

Nenhuma construtora se apresenta para a obra. Atraso chega a dois anos

Por Da Redação 29 ago 2012, 12h16

A novela sobre a construção do prédio principal do campus de Guarulhos da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que deveria ter sido entregue no segundo semestre de 2010, está longe do fim. A licitação realizada nesta semana para a construção do edifício fracassou: nenhuma construtora respondeu à convocação e, portanto, não há previsão para início da obra. A Unifesp confirmou a informação nesta quarta-feira.

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De acordo com a instituição, o edital para a construção foi lançado no início do ano e atraiu inicialmente 23 construtoras, que retiraram a documentação técnica relativa ao projeto. Apenas 11 realizaram vistoria no local e estavam aptas a participar da concorrência. Contudo, nenhuma delas apareceu na universidade na última segunda-feira para a licitação e a abertura dos envelopes das companhias com o orçamento para a construção.

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Ainda não há prazo para que novo edital seja anunciado. “As empresas serão convidadas a se reunirem com o setor de engenharia da universidade e, a partir daí, um novo edital será elaborado e divulgado”, afirmou em nota a Unifesp.

Os problemas do campus da Unifesp estão ligados ao Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), do governo federal. Alunos e professores sofrem com a falta de salas de aula, laboratórios e refeitório adequado.

Neste ano, estudantes fizeram uma greve de cinco meses, exigindo melhorias e, principalmente, uma definição em relação ao prédio principal, que nunca saiu do papel. Um grupo de professores chegou a entregar um dossiê à reitoria defendendo a saída da Unifesp de Guarulhos, mas o Conselho de Assuntos Estudantis (CAE) da universidade decidiu manter o campus no local.

Com 20.000 metros quadrados, o edifício principal abrigaria 44 salas de aula, 22 gabinetes de pesquisa, refeitório e biblioteca. O reitor da Unifesp, Walter Albertoni, culpa a burocracia pelos atrasos. A saga começou em abril de 2009, com a contratação da Progetto Arquitetura, Engenharia e Construções Ltda, que não entregou o projeto no prazo estipulado de cinco meses. Multada em 36.350 reais, a empresa teve o contrato rescindido.

Dois anos depois, após realização de nova licitação, a NBC Arquitetura e Construções Ltda foi encarregada da tarefa e entregou projetos preliminares. A construção, contudo, emperrou novamente porque os orçamentos oferecidos por construtoras superavam o limite permitido pela instituição.

Com o novo fracasso nas licitações, a construção do prédio, que deveria ocorrer até o fim de 2015, deve demorar ainda mais. A última estimativa de custo da obra, que também deve ser ultrapassada, era de 50 milhões de reais. Como os valores são reajustados com base no Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi), o atraso custará ao contribuinte pelo menos 5,4 milhões de reais a mais.

(Com Agência Estado)

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